quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Nova descoberta dá credibilidade à lenda de Sansão


Foto: Shutterstock-Renata Sedmakova
Por Rossela Lorenzi - Portal UOL
Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia.
Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino.
A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo.
Biblicamente falando, nesta época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como Juízes, e Sansão era um deles.
A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.
Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda, tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos.
A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo.
Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram atrabalhar moendo grãos em Gaza.
De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.
Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão.
“A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso”, anunciou o jornal israelense Haaretz.
Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para diferenciarem-se dos filisteus.
“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.

CNBB divulga mensagem aos Diáconos Permanentes do Brasil

10 de agosto "dia do diácono", na festa de São Lourenço
Por CNBB 

Na próxima sexta-feira, 10, a Igreja recorda o "dia do diácono", na festa de São Lourenço, diácono, mártir e patrono dos diáconos. Para destacar a importante data, o Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Dom Pedro Brito Guimarães, enviou nesta terça-feira, 7, uma mensagem para saudar a todos os que exercem o diaconato permanente no Brasil.

Na mensagem, Dom Pedro destaca que a "diaconia da Igreja decorre da sua íntima união à missão do próprio Cristo", que se coloca na condição de Servo. Portanto, afirma o bispo, "quem aceita seguir Jesus, como seu discípulo, assume a condição de servo, com a vocação de servir”

Mensagem aos Diáconos Permanentes do Brasil

Amados irmãos diáconos,
Tenho Sede!

A diaconia da Igreja decorre da sua íntima união à missão do próprio Cristo, que disse de si mesmo: "Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos" (Mc 10,45). Jesus definiu a sua missão como um serviço que, no fundo, era a realização da vontade do Pai e do seu desígnio de salvação. É assim que Ele se apresenta como Servo que deseja ser reconhecido, seguido e imitado: "eu estou no meio de vós como aquele que serve" (Lc 22,27); "Dei-vos o exemplo para que vós possais agir como Eu agi em relação a vós" (Jo 13,15). A atitude do servo supõe a obediência. Servir é obedecer e pôr a vida a serviço da vontade e do projeto do Pai que O enviou. "É preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai me mandou" (Jo 14,31). Portanto, quem aceita seguir Jesus, como seu discípulo, assume a condição de servo, com a vocação de servir.

A diaconia na Igreja católica tem a sua origem na diaconia de Jesus. O diaconato é sacramento da caridade aos pobres e excluídos. Vocês, caros diáconos, “são ordenados para o serviço da Palavra, da caridade e da liturgia, especialmente para os sacramentos do batismo e do matrimônio; também para acompanhar a formação de novas comunidades eclesiais, especialmente nas fronteiras geográficas e culturais, onde ordinariamente não chega a ação evangelizadora da Igreja” (DAp 205). Isto quer dizer que vocês, diáconos, não são ordenados para vocês mesmos, nem para se colocar acima dos demais leigos, nem para desempenhar funções diferentes da dos presbíteros e dos bispos, mas para a missão, além do mundo que nos rodeia, para além das fronteiras da fé. Pelo testemunho de vida doada à missão, incorporados a Jesus Cristo, servo e servidor, vocês, por meio do sacramento da ordem, devem revelar a dimensão especial da diaconia do ministério ordenado, ajudando a construir um mundo mais de acordo com o projeto de Deus.

O Concílio Vaticano II, no texto da restauração do diaconado, lembra: “dedicados aos ofícios da caridade e da administração, lembrem-se os diáconos do conselho do bem-aventurado Policarpo: ‘Misericordiosos e diligentes, procedam em harmonia com a verdade do Senhor, que se fez servidor de todos’” (LG 29).

Por causa da dupla sacramentalidade, é de particular importância para vocês, diáconos, chamados a serem homens de comunhão e de serviço, a capacidade de inter-relações com todos. Vocês são diáconos na família, na Igreja, na sociedade e nos locais de convivência e de trabalho. Isto exige que vocês sejam, a exemplo de Abraão, obedientes, acolhedores, diligentes, caridosos (Gn 22,1ss;18,1ss), afáveis, hospitaleiros, sinceros nas palavras e no coração, prudentes e discretos, generosos e disponíveis no serviço, capazes de se oferecer pessoalmente e de suscitar, em todos, relações genuínas e fraternas, prontos a compreender, perdoar e consolar.

Os elementos que mais caracterizam a espiritualidade diaconal são a opção pelo serviço, missão e partilha de vida, a exemplo do amor de Jesus Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir. Vocês, diáconos, devem, por isso, ser formados para adquirir, cotidiana e progressivamente as atitudes, que, embora não sejam exclusivamente do diácono, são sinais deste ministério: a simplicidade de coração, o dom total e desinteressado de si, o amor humilde e serviço aos irmãos, sobretudo aos mais pobres, sofredores e necessitados, e a escolha de um estilo de vida baseada na partilha, na pobreza e na missão.

O ministério que vocês recebem tem como missão ajudar a abrir os olhos da Igreja e da sociedade para enxergar a realidade dos pobres, excluídos, marginalizados, desamparados. Ao mesmo tempo suscitar ações, não apenas momentâneas e circunstanciais, mas permanentes, que conduzam à recuperação completa do bem estar e da cidadania cristã dos assaltados pelo capitalismo desumano. O diácono é construtor da solidariedade, na medida em que, pelo seu ministério da caridade, anima e suscita a solidariedade e o serviço em toda a Igreja.

Por ocasião da festa do mártir São Lourenço, patrono dos diáconos, celebrada no dia 10 de agosto, manifestamos nossa cordial saudação a todos vocês, diáconos permanentes do Brasil, com suas famílias - esposas, filhos e filhas -, bem como aos candidatos das Escolas Diaconais, às Diaconias e à Comissão Nacional dos Diáconos. Lembrando, por fim, o que diz o Documento de Aparecida: “A V Conferência espera dos diáconos um testemunho evangélico e impulso missionário para que sejam apóstolos em suas famílias, em seus trabalhos, em suas comunidades e nas novas fronteiras da missão” (DAp 208).

Esperamos que as Diretrizes para o Diaconado Permanente da Igreja no Brasil passem a ser o manual de instrução, a fim de que o diaconado seja implantado em todas as dioceses do Brasil.

Que Maria, serva e mãe do Belo Amor, que guardou e meditou radicalmente a Palavra de Deus em seu coração, sirva de modelo para o serviço que vocês exercem na Igreja e na sociedade.

“Amo a todos vocês no Cristo Jesus” (1Cor 16,24).

Com minha bênção,

Dom Pedro Brito Guimarães,
Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Brasília-DF, 7 de agosto de 2012
 

"A oração abre a porta da nossa vida a Deus"

Bento XVI recorda São Domingos como exemplo de homem de oração
Por Radio Vaticano
O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã desta quarta-feira com fiéis e peregrinos provenientes de todas as partes do mundo para a habitual Audiência Geral. Na Praça da Liberdade, que fica diante da residência de Castel Gandolfo, onde o Pontífice se encontra neste período de verão europeu, o Papa dedicou sua catequese a São Domingos de Gusmão, que a Igreja recorda hoje, 8 de agosto. São Domingos de Gusmão, sacerdote e Fundador da Ordem dos Frades Pregadores – disse – nos recorda “que na base de todo testemunho está a oração, pois em relação constante com o Senhor se recebe a força para viver intensamente cada momento, e enfrentar até mesmo as maiores dificuldades”.

Bento XVI recordou inicialmente que numa precedente Catequese, tinha já recordado essa importante figura e a sua fundamental contribuição para a renovação da Igreja do seu tempo. Na Catequese de hoje o Papa quiz destacar um aspecto essencial da sua espiritualidade: a sua vida de oração.

“São Domingos foi um homem de oração. Apaixonado por Deus, não teve outra aspiração além da salvação das almas, em particular daquelas que caíram nas redes da heresia; imitador de Cristo, encarnou radicalmente os três conselhos evangélicos unindo à proclamação da Palavra um testemunho de vida pobre; sob a guia do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em cada momento, a oração foi a força que renovou e tornou cada vez mais fecundas as suas obras apostólicas”.
Em seguida o Papa afirmou que em São Domingos podemos ver um harmonioso exemplo de integração entre contemplação dos mistérios divinos e atividade apostólica. Segundo testemunhos de pessoas a ele muito próximas, “ele falava sempre com Deus ou de Deus”. Apesar de não ter deixado escritos sobre a oração, a tradição dominicana recolheu e repassou a sua experiência de vida numa obra intitulada: “As nove maneiras de rezar de São Domingos”, composta entre 1260 e 1288 por um Frade dominicano.

Cada uma dessas nove maneiras de rezar – disse Bento XVI -, sempre diante de Jesus Crucificado, exprime um comportamento corporal e espiritual que, intimamente compenetrados, favorecem o recolhimento e o fervor. Os primeiros sete modos seguem uma linha ascendente, como passos de um caminho em direção da comunhão íntima com Deus Trindade. Os dois últimos modos correspondem a duas práticas de piedade habitualmente vividas pelo Santo.

“Antes de tudo, a meditação pessoal, onde a oração adquire uma dimensão mais íntima, fervorosa e reconfortante. Na conclusão da Oração da Liturgia das Horas, e depois da celebração da Missa, São Domingos prolongava o colóquio com Deus, sem jamais pôr-se limite de tempo... Depois a oração durante as viagens entre um convento e outro; recitava as Laudes, a Hora Média, as Vésperas com os companheiros e, atravessando os vales ou colinas, contemplava a beleza da criação. Então do seu coração brotava um canto de louvor e de agradecimento a Deus pelos tantos dons, sobretudo pela maior maravilha: a redenção realizada por Cristo”.
Bento XVI disse ainda que São Domingos nos recorda que na origem do testemunho de fé, que cada cristão deve dar em família, no trabalho, no compromisso social, e também nos momentos de distensão, está a oração; somente o relacionamento constante com Deus nos dá a força para vivermos intensamente cada evento, especialmente os mais difíceis.

“Gostaria de chamar a atenção mais uma vez para a necessidade que a nossa vida espiritual tem de encontrar diariamente momentos para rezar com tranquilidade; será um modo também para ajudar quem está próximo a entrar no raio luminoso da presença de Deus, que traz a paz e o amor que todos nós precisamos".
O Santo Padre dirigiu ainda seu pensamento e agradecimento aos diversos grupos de peregrinos presentes nesta manhã em Castel Gandolfo nas suas respectivas línguas. Eis o que disse, falando em português:

“Com paterno afeto, saúdo os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os fiéis da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Évora. Agradeço a presença e sobretudo a oração que fazeis por mim. Hoje a Igreja recorda São Domingos, de quem se diz que sempre falava de Deus ou com Deus. A oração abre a porta da nossa vida a Deus; e nela Deus ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros, envolvendo a todos na luminosa presença de Deus que nos habita. Sede para vossos familiares e amigos a Bênção de Deus!”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Reflexões espirituais: Carta aos pais

Por ocasião do Dia dos Pais
Por Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará


Dirijo-me hoje, com grande alegria no coração, a todos os homens que receberam a graça da paternidade, participação misteriosa e sempre carregada de surpresas no ato criador de Deus. Com as mulheres, mães com as quais geraram vidas, vocês são indispensáveis à continuação da espécie humana sobre a terra, e mais ainda indispensáveis para serem imagens do Pai do Céu, a quem chamamos de “Pai nosso”.
Em cada homem que se fez pai, quero saudar o exercício sadio da masculinidade, agradecendo-lhes pela vocação que Deus lhes confiou de serem personalidades carregadas de força e ao mesmo tempo de grande ternura.  A todos peço para valorizarem o dom de conquistarem sadiamente o maravilhoso mundo feminino, presente no recesso do lar que Deus lhes concedeu. Se casados há pouco ou muito tempo, não importa, suplico a Deus para todos os esposos a graça de redescobrirem o namoro permanente, feito de olhares e carinhos, surpresas e gestos gratuitos de atenção. A vocês foi entregue a tarefa de serem testemunhas do amor misericordioso do “Pai nosso”.
Tomo a liberdade de entrar na casa daqueles homens que são pais, mas ainda não descobriram a beleza de um Sacramento feito para o homem e a mulher que se amam. De fato, o Matrimônio é graça de Deus, do mesmo modo que o Batismo, a Crisma, a Eucaristia e outros Sacramentos. Ele é um presente de Deus, não instituído para dar mais ou menos sorte a quem quer que seja, mas para transformar o casal que o recebe num sinal do amor de Cristo e da Igreja. Serve para que você, pai, aponte, com sua vida e seu amor, para aquele que, sendo “Pai nosso”, quer ser servido e amado por todos os homens e mulheres. Você é chamado a se casar na Igreja!
Sei que há muitos pais que perderam filhos ou filhas e não os esqueço, como o “Pai nosso” não os esquece. Trata-se algo muito sério, pois relembro muitos homens aos quais me foi dada a graça de ajudar em momentos dolorosos. Quantas lágrimas correm de rostos enrijecidos pelas lutas da vida, quando o sofrimento bate à porta. Se palavras muitas vezes são insuficientes para consolá-los e às suas esposas e famílias, aceitem a presença da Igreja, que quer, mesmo no silêncio, dizer-lhes que não estão sós. Desfrutem a companhia da Comunidade católica, com a qual vocês, pais da terra, podem rezar o “Pai nosso”.
Queridos pais, muitas vezes suas mãos calejadas, ou os rostos cansados, os passos corridos de quem vai para o trabalho, uniformes ou ternos, empregos formais ou não, foram usados como sinal do que vocês representam, a força de trabalho na sociedade. Ainda que tantas mulheres tenham trabalho, cargos e responsabilidades fora de casa, vocês são vistos como os provedores das famílias. E o provedor “providencia” e acaba muito parecido com aquele que é o Senhor da Providência, a quem pedimos o pão de cada dia, quando rezamos o “Pai nosso”. Em nome da Igreja, reconheço todo o bem que fazem, o valor de seus esforços, sua labuta, seu cansaço, seu desejo de melhores condições de vida para suas famílias.
Dirijo-me agora aos pais que fazem muito e falam pouco, cuja dedicação e consciência são pouco conhecidas aos olhos humanos, mas patentes aos olhos de Deus. Vocês não são esquecidos por Deus nem pela Igreja. Desejo que Deus os faça superar a timidez e os ajude a se introduzirem mais e mais na vida das comunidades cristãs. Ajudem-nos a sermos bem realistas em nossas decisões. Ajudem seus filhos, sem se omitirem na hora da correção. Mostrem o rumo, pois esta é a graça própria da paternidade. Afinal de contas, o “Pai nosso” quis contar com vocês!
Conheço também muitos homens que não experimentaram a fecundidade e por um motivo ou outro não tiveram filhos. Muitos de vocês deram um passo bonito, junto com suas esposas, assumindo filhos dos outros, através da adoção. Outros se tornaram pais de muitos outros, com sensibilidade social apurada, ajudando a quem precisa. Com todos estes homens, podemos dizer “Pai nosso”, porque na fecundidade do Pai do Céu cada um pode encontrar seu modo de fazer o bem e participar de seu amor infinito.
Lanço agora meu olhar para os que ainda não são pais, mas querem sê-lo, os jovens ou adultos que se sentem chamados ao casamento e à fecundidade do matrimônio. Lembrem-se de que esta é uma vocação, um chamado, uma graça de Deus a ser acolhida e vivida com alegria. Não tenham medo das responsabilidades! Busquem o casamento e a família e não aventuras fortuitas. Saibam preparar-se bem para se realizarem na participação do mistério do “Pai nosso”.
Enfim, há homens que foram chamados a outro tipo de paternidade, pois Deus lhes concedeu a graça de serem pais da grande família de seus filhos na Igreja. São tão importantes que nós os chamamos “padres”, mais fecundos do que qualquer pai de família. A eles agradeço por nos ensinarem a rezar o “Pai Nosso” e por gerarem os filhos de Deus pela Palavra e pelos Sacramentos.
Com todos os pais no dia que lhes é dedicado, qualquer que seja sua idade ou situação, fazemos o que existe de melhor, rezando juntos: “Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

Curso: Revolução e Marxismo Cultural

Logo do Curso
Desmascarando a Teologia da Libertação
Por Padre Paulo Ricardo


O objetivo deste curso é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica. Como reflexão teológica, o objetivo é o de identificar o que está acontecendo com a teologia e a maneira como o pensamento revolucionário está influenciando a forma de pensar a teologia, Deus, a Igreja e o sacerdócio. Porém, para se chegar à teologia é importante conhecer as raízes desta revolução, que se encontram na filosofia.
O curso também irá abordar a razão pela qual a expressão teologia da libertação não é mais tema de discussão. Na realidade, ela já domina hegemonicamente o pensamento da própria Igreja. E é exatamente para desmascarar esse domínio velado que este curso é apresentado aos assinantes do site Christo Nihil Praeponere.
Esta é uma série de palestras que busca compilar, de forma sistemática, o tema do Marxismo Cultural que se encontra difuso em diversos vídeos e palestras no site padrepauloricardo.org O intuito é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica.

01 - Primeira Aula - Visão histórica


02 - Marxismo Cultural e Revolução Cultural - Segunda Aula 


03 - Marxismo Cultural e Revolução Cultural - Terceira Aula


04 - Marxismo Cultural e Revolução Cultural - Quarta Aula


05 - Marxismo Cultural e Revolução Cultural - Quinta Aula


06 - Marxismo Cultural e Revolução Cultural - Última Aula


Bento XVI a respeito da Teologia da Libertação

"Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55)"  - Aos Bispos da CNBB / Regional Sul 3 e 4 durante visita Ad Limina Apostolorum - 2010

Texto na íntegra clique aqui


Proclaim 2012: Encontro nacional sobre a Nova Evangelização

Igreja na Austrália na vanguarda da Nova Evangelização
Por Jefferson Souza, com Agências

A Conferência episcopal australiana realizará no período de 9 a 11 de agosto o Primeiro Encontro nacional sobre a Nova Evangelização. A iniciativa com o título “Proclaim 2012” (Proclamai 2012) terá sua sede no “The Concourse”, da cidade de Chatswood, no Estado Novo Gales do Sul.

A organização pela Catholic Mission Australia e pelo Catholic Enquiry Centre’s National Office for Evangelism que propõe o tema do “Proclaim 2012” que se inspira no versículo do Evangelho de Mateus (10, 27).

Mais de 450 pessoas, entre jovens religiosas, religiosos, párocos, agentes de pastoral e voluntários diocesanos, diretores de escolas, professores de ensino religioso de todas as idades deverão participar do evento, entre outros, a presença confirmada do Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que falará em duas ocasiões: a 9 de agosto, abordará o tema “O que é a nova evangelização e o que significa para a Igreja”, enquanto a 11 de agosto o prelado abordará “Jesus e o Ano da fé — a urgência da nova evangelização”. 

 Arcebispo Rino Fisichella
“É um evento muito importante — explica o Arcebispo Fisichella — é o primeiro momento da nova evangelização que se realiza na Austrália. Um País distante, mas que representa uma presença muito significativa na Igreja católica. “Proclaim 2012” foi preparado com muita consciência e responsabilidade — continua o prelado — é só consultar o site da Conferência episcopal para entender que atenção foi dada ao evento que quer ajudar a entender como a Igreja na Austrália esteja na vanguarda. Além disso, haverá experiências significativas de nova evangelização. 



Proclaim 2012 — conclui o arcebispo — tem um grande valor porque reúne todas as Igrejas na Austrália numa grande manifestação eclesial da qual participarei com grande entusiasmo e confortado pelo apoio do Papa Bento XVI”.




“Proclaim 2012” quer ajudar, ainda, as pessoas a entender a nova evangelização, respondendo assim ao convite de Bento XVI a se comprometer neste âmbito e alcançar com a mensagem de Jesus os fiéis e a cultura de maneiras novas. Objetivo do encontro será “a evangelização nas paróquias, porque — lê-se no site da Conferência episcopal — são as comunidades doadas a nós pela Igreja, nas quais se pode viver a fé católica”. (SP)

Para acompanhar as notícias e a cobertura do evento basta acessar a página do Proclaim 2012 oficial no Facebook e pelo Site



Jovens da América do Sul unidos para valorizar a vida

Foto: Divulgação

Que a juventude possa celebrar a vida
Por Rádio Vaticano

Todos os jovens dos países do Cone Sul do continente americano (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) estão convidados a fazer um Gesto Comum em favor da vida da juventude, de 5 a 12 de agosto, período em que se comemora também o Dia internacional da Juventude da ONU. A iniciativa é das pastorais juvenis dos cinco países e acontece desde 1997 em cada dois anos. 

O Gesto Comum de 2012 será dividido em três momentos. O primeiro será de 5 a 10 de agosto. A sugestão é que cada grupo jovem de cada expressão que trabalha com o mundo juvenil possa realizar seminários, debates, caminhadas, atos públicos, visitas em lugares que a vida do jovem é violentada (como prisões, abrigos para dependentes químicos e alcoólicos, espaços nas ruas onde os jovens vivem). Também são sugeridas celebrações, rodas de conversa com os jovens ou o que mais o grupo considerar interessante para vivenciar e refletir sobre a defesa da vida da juventude.O segundo momento acontecerá no sábado, 11 de agosto. A proposta é que todos os grupos das diferentes pastorais, novas comunidades, congregações, movimentos e outras organizações realizem, a partir das 19h uma grande celebração pela vida. O momento pode ser uma celebração eucarística ou outra oração, como o ofício divino. 

A conclusão será com um dia de lazer, em que a juventude possa celebrar a vida também a partir do esporte, da cultura e da arte. Podem ser feitos torneios esportivos, gincanas, apresentações culturais, saraus, etc.

Centenas de grupos de jovens de todo Cone Sul realizarão nos seus países outras atividades em favor da vida. Essa unidade entre as pastorais juvenis da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai deve ser estimulada entre os grupos. Todos os grupos são convidados a compartilhar a vivência do gesto comum nas redes sociais para mostrar a mobilização e o protagonismo juvenil. 

História do Gesto Comum
Em junho de 1996, no Encontro Latino-americano de Pastoral Juvenil, decidiu-se que cada região da América Latina faria uma ação conjunta que deveria marcar sua presença junto à juventude através de uma manifestação pública para a sociedade em favor dos jovens. O Gesto teve caráter profético para atender às necessidades concretas dos jovens, principalmente daqueles em situação de risco.O primeiro gesto foi um jejum, em maio de 1997, para preparar a juventude do continente para o Grande Jubileu do nascimento de Cristo. No Brasil, o Gesto Comum do Cone Sul começou a ser vivido pelas Pastorais da Juventude do Brasil (PJ, PJE, PJMP, PJR) em agosto de 1999.

Em 2002, o cartaz e a oração da Semana da Cidadania foram usados por todos os países do Cone Sul. O tema da semana, organizada pelas Pastorais da Juventude do Brasil foi “Animemos a Esperança, Construamos a Paz - Direito de ser diferente”. Outros símbolos , como o fogo e a Whipala (bandeira da resistência latino americana), também foram compartilhados. 

O gesto comum de 2004 também foi feito junto com a Semana da Cidadania, com lema “América Latina: Construindo a Democracia como Bem Comum”. O símbolo em comum foi, novamente, a Whipala. Foram feitas ações em todo o Brasil, como campanhas de documentação (certidão de nascimento, identidade e título de eleitor) para jovens e adolescentes; oficinas, shows, festivais, gincanas e debates para o aprofundamento do tema “Democracia e Bem Comum”; debates sobre a realidade da juventude com profissionais; atos públicos e criação de espaços para os jovens refletirem sobre seu projeto de vida. 

Em 2010, após anos sem realizar o gesto comum, os jovens do Cone Sul reunidos no III Congresso Latino-americano de Jovens, na Venezuela, decidiram retomar a prática com foco na defesa da vida da juventude.

A Coordenação Nacional de Pastoral Juvenil, formada por 10 jovens coordenadores de pastorais, novas comunidades, movimentos e congregações que trabalham com juventude, é, desde 2011, o espaço de articulação e construção do Gesto Comum. A coordenação faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

34 anos da Morte de Paulo VI

Homenagem ao Papa
Por Jefferson Souza
 
Nesta Segunda-feira, 06, a Igreja relembra os 34 anos da morte do memorável Papa Sua Santidade Paulo VI. Nascido Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini (26/09/1897) iniciou seu pontificado no dia 21 de junho de 1963, suscedento o Beato Papa João XXIII, continuando os trabalhos do Concilio Vaticano II. Foi o primeiro dos Papas a viajar os cinco continentes.Neste dia recordo suas palavras a Renovação Carismática Católica:
Túmulo de Paulo VI

“Alegramo-nos convosco, queridos amigos pela renovação espiritual que se manifesta hoje em dia na Igreja, sob diferentes formas e em diversos ambientes. Certas notas comuns aparecem nesta renovação:

• O gosto por uma oração profunda, pessoal e comunitária a Deus;
• Um retorno à contemplação e uma ênfase no louvor a Deus;
• O desejo de entregar-se totalmente a Cristo;
• Uma grande disponibilidade às inspirações do Espírito Santo;
 
Brasão do Pontificado
• Uma leitura mais assídua da Bíblia;
• Um amor fraterno mais generoso;
• A vontade de prestar uma colaboração aos serviços da Igreja.

Em tudo isso podemos conhecer a obra misteriosa e discreta do Espírito que é alma da Igreja”.

Juristas católicos posicionam-se contra aborto, eutanásia e legalização da maconha

Por Agencia Senado
 
O presidente do Senado, José Sarney, recebeu na tarde desta sexta-feira (3) a visita dos juristas Ives Gandra Martins e Paulo de Barros Carvalho, respectivamente presidente e vice-presidente da União de Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp). Eles estavam acompanhados do advogado Robson Maia Lins, também ligado à Igreja Católica.

Segundo Ives Gandra, eles vieram falar com Sarney sobre o novo Código Penal, que começou a tramitar no Senado (PLS 236/2012). A comissão especial interna destinada a examinar o anteprojeto do novo Código Penal vai realizar sua primeira reunião na próxima terça-feira (7). O anteprojeto prevê mudanças polêmicas, como a descriminalização do plantio e do porte de maconha para consumo próprio e a ampliação das possibilidades do aborto legal.

- Viemos falar da nossa posição contrária ao aborto – afirmou Ives Gandra.

Os juristas também se posicionaram contra a possibilidade de legalização de porte de maconha e da eutanásia. Segundo o presidente da Ujucasp, a Holanda, país que permite a eutanásia e o consumo de drogas em certas situações, já esta revendo seu posicionamento legal sobre esses assuntos.

- Gostaríamos que o Senado refletisse sobre isso – pediu.

Ujucasp
A Ujucasp, criada no último mês de março, é integrada por professores, magistrados, advogados e integrantes do Ministério Público ligados à Igreja Católica. Composta por 30 membros e filiada à União Internacional de Juristas Católicos, a organização tem como objetivo contribuir com a atividade judiciária, legislativa e administrativa baseando-se nos princípios da ética católica.

- A Ujucasp é composta por juristas de renome nacional e internacional, com vasta obra publicada, quase todos titulares das principais universidades do Brasil – explicou Ives Gandra.

Literatura
Também presidente da Academia Paulista de Letras, Ives Gandra convidou o presidente Sarney para receber o título de doutor honoris causa pela academia. A solenidade de condecoração ainda será marcada.

Cem anos atrás nascia Abbé Pierre, fundador da Comunidade de Emaús

Foto: Radio Vaticano
"um homem livre, fiel às suas convicções traduzidas em atitudes e em verdade ao longo de uma vida de amor ao próximo”
Por Radio Vaticano
 Henri Grouès, mais conhecido como Abbé Pierre, fundador do movimento internacional de solidariedade para a justiça “Emaús”, nasceu em 5 de agosto de 1912 em Lion, na França.

Morto em 2007, dedicou sua vida às causas mais nobres, como a luta contra a fome e contra a pobreza e o compromisso em favor da democracia. A França recorda este centenário com diversas atividades: em Estevile, próximo a Rouen onde está sepultado Abbé Pierre, será inaugurado neste domingo um novo Centro Emaús, enquanto em sua cidade natal, no dia 30 de junho, uma praça no popular bairro de Duchère recebeu seu nome.

Em Paris, uma série de moedas de dois euros foi cunhada em homenagem a Abbé Pierre. De um lado traz um retrato de Abbé e do outro a logomarca da Comunidade de Emaús e seu lema “…e os outros?”.

“A vida de Abbé Pierre – lê-se no site do Emmaus International – foi aquela de um homem livre, fiel às suas convicções traduzidas em atitudes e em verdade ao longo de uma vida de amor ao próximo”. Na França e no mundo inteiro – lê-se ainda – Abbé Pierre continua a inspirar aqueles que lutam por sua dignidade e pelo acesso a todos os direitos fundamentais.

Presente em 37 países, hoje a Comunidade de Emaús conta com 327 centros que recebem pessoas marginalizadas na luta pelos seus direitos. O objetivo é aquele de demonstrar que existem alternativas às injustiças.