quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Estamos em obras: Nossa Casa, Nossa bênção!


Estamos em obras, sim! uma correria só. Abençoados pela providência de nosso Deus. Assim deve ficar nossa casa quando do término da construção. Claro que neste momento temos pouco tempo e estamos cientes que nem tudo deve ficar pronto até Fevereiro de 2012, mas a alegria de ver um sonho tornar-se realidade traz ao nosso coração muita felicidade. As dificuldades tem sido muitas, mas a graça de Deus e as suas surpresas tem sido bem maiores. 
Costumamos dizer que ela é "Nossa Casa, Nossa bênção!" como o slogan da construção da Sede Nacional do Movimento Eclesial que participamos, a RCC Brasil. Em 2010, durante o lançamento da pedra fundamental em Canas-SP, estivemos na missa no local e colhemos pedras e areia do terreno simbolizando que também nós tomávamos posse desta bênção que o Senhor reservou a RCC e a seus membros. No início das fundações de nossa construção fiz questão de por uma pedra de Canas ressaltando este desejo de que em nossa lar também possa se irradiar a Cultura de Pentecostes para o mundo. Ontem, 13, lançamos a terra colhida em Canas sob o solo que neste momento esta sendo preparando em nossa casa.
A corrida contra o tempo continua, São José Operário é nosso patrono nesta hora para que nosso lar seja uma "Casa de Oração", pois lá viverão dois jovens, Sentinelas da Manhã, fieis a Deus, Católicos fervorosos e militantes, devotos de Maria.
Agora é hora de confiar e trabalhar para este sonho realizar-se. Mãos à obra!

Vaticano confirma data da visita do Papa Bento XVI ao Rio


Jovens de todo o mundo são esperados para a Jornada Mundial da Juventude, tradicional encontro com o Papa que terá como palco a cidade do Rio de Janeiro

O Vaticano confirmou hoje, 13, a data da visita do Papa Bento XVI ao Rio de Janeiro: Será entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, por ocasião da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, que reunirá jovens de todo o mundo na cidade maravilhosa. A data oficial foi decidida durante a reunião entre o Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), que é o Comitê Organizador Central da Jornada, e a comissão do Comitê Organizador Local (COL) do Rio, que está em Roma desde ontem.

Estão participando pelo COL o presidente da comissão e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, os dois bispos auxiliares que acompanham mais diretamente a Jornada, Dom Antônio Augusto Dias Duarte e Dom Paulo Cezar Costa, monsenhor Joel Portella Amado, da coordenação geral, e os padres Márcio Queiroz, responsável pela Comunicação, e Renato Martins, responsável pelos Atos Centrais.

Entre as questões estão sendo tratadas está também a escolha da logomarca da JMJ Rio2013. Um concurso foi realizado para a escolha do símbolo oficial e mobilizou pessoas de todo o Brasil e de outros países que enviaram seus trabalhos ao COL. Os melhores desenhos foram selecionados e levados pela Comissão ao PCL, que escolheu a logo finalista. Segundo Dom Orani João Tempesta, em breve será anunciada a data para apresentação oficial da logo.

A comissão retorna ao Rio amanhã e está prevista uma reunião de todos os setores do Comitê para que seja apresentado o que foi ratificado e o que foi retificado do documento de trabalho do COL, que contem os projetos de cada setor.

JMJ
A Jornada Mundial da Juventude é um encontro internacional de jovens para celebrar a mensagem de amor, paz e união pregada por Jesus Cristo. Idealizada pelo beato João Paulo II, o encontro dura aproximadamente uma semana. A última edição da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu cerca de dois milhões de jovens do mundo inteiro.
O Brasil já vive o clima da Jornada, com a peregrinação da Cruz dos jovens e do Ícone de Nossa Senhora no Brasil. Os símbolos da JMJ percorrerão todas as dioceses brasileiras e os países do Cone Sul em preparação para a JMJ Rio2013. Para acompanhar de perto o trajeto da cruz, a JMJ Rio2013 lançou o aplicativo “Siga a Cruz” para tablets,  Iphone e android. Também em preparação a este grandioso evento, está em andamento o Concurso para a escolha da letra do Hino da JMJ Rio2013 que, assim como a Logo, formam a identidade do evento.

Assessoria de Imprensa JMJ Rio2013

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ide pelo mundo inteiro



Ide ao mundo inteiro

Leia a primeira pregação de advento feita pelo frei Raniero Cantalamessa, OFMCap, pregador oficial da Casa Pontifícia.


Em resposta ao apelo do Sumo Pontífice de um renovado compromisso com a evangelização e em preparação para o Sínodo dos Bispos de 2012 sobre o mesmo assunto, me proponho a identificar, nestas meditações do Advento, quatro ondadas da nova evangelização na história da Igreja, ou seja, quatro momentos nos quais se testemunham uma aceleração ou uma retomada do compromisso missionário. São eles:

1. A expansão do cristianismo nos primeiros três séculos de vida, até a véspera do edito de Constantino, cujos protagonistas, em primeiro lugar, eram os profetas itinerantes e, depois, os bispos;

2. Os séculos VI-IX, em que assistimos à reevangelização da Europa após as invasões bárbaras, especialmente pela obra dos monges;

3. O século XVI com a descoberta e a conversão ao cristianismo dos povos do "novo mundo", especialmente pela obra dos frades;

4. A época atual que vê a Igreja envolvida numa reevangelização do Ocidente secularizado, com a participação determinante dos leigos.

Em cada um desses momentos tentarei destacar o que podemos aprender na Igreja de hoje: quais erros evitar e os exemplos a imitar e quais contribuições específicas que podem dar à evangelização os pastores, os monges, os religiosos de vida ativa e os leigos.

1. A difusão do cristianismo nos primeiros três séculos.


Hoje começamos com uma reflexão sobre a evangelização cristã nos primeiros três séculos. Principalmente um motivo faz deste período um modelo para todos os tempos. É o período no qual o cristianismo encontra o seu caminho exclusivamente por própria força. Não há nenhum "braço secular" que o apoie; as conversões não são determinadas pelas vantagens externas, materiais ou culturais. Ser cristão não é um costume ou uma moda, mas uma escolha contra a corrente, muitas vezes com risco de vida. Em alguns aspectos, a situação se voltou a criar hoje em diferentes partes do mundo.

A fé cristã nasce com uma abertura universal. Jesus tinha dito aos seus apóstolos para irem "ao mundo inteiro" (Mc 16, 15), para "fazerem discípulos a todas as nações" (Mt 28, 19), para serem testemunhas “até os confins da terra” (At 1, 8), para “pregarem a todos os povos a conversão e o perdão dos pecados” (Lc 24, 47).

A aplicação do princípio desta universalidade já acontece na geração apostólica, embora não sem dificuldade e lacerações. No dia de Pentecostes a primeira barreira é superada, a da raça (os três mil convertidos pertenciam a outros povos, mas eram todos crentes do judaísmo); na casa de Cornélio e no assim chamado concílio de Jerusalém, especialmente por impulso de Paulo, a barreira mais difícil de todas foi superada, aquela religiosa que separava os hebreus dos gentios. O evangelho tem, dessa forma, o mundo inteiro diante de si, ainda que por agora esse mundo seja limitado, no conhecimento dos homens, ao Mediterrâneo e às fronteiras do Império Romano.

Mais complexo é seguir a expansão de fato, ou geográfica, do cristianismo nos três primeiros séculos que, porém, é menos necessária para o nosso propósito. O estudo mais abrangente, e até agora insuperável a esse respeito é aquele de Adolph Harnack, "Missão e expansão do cristianismo nos primeiros três séculos".

Um aumento acentuado na atividade missionária da Igreja se realiza sob o imperador Commodo (180-192) e, em seguida, na segunda metade do século III, até as vésperas da grande perseguição de Diocleciano (302). Este, além das ocasionais perseguições locais, foi um período de relativa paz que permitiu à Igreja primitiva consolidar-se internamente e desenvolver um novo tipo de atividade missionária.

Vejamos em que consiste esta novidade. Nos dois primeiros séculos a propagação da fé foi confiada à iniciativa pessoal. Tratava-se dos profetas itinerantes, mencionados na Didaqué, que moviam-se de um lugar para outro; muitas conversões deveram-se a contatos pessoais, favorecidos pelos trabalhos comuns exercitados pelas viagens e pelas relações comerciais, pelo serviço militar e por outras circunstâncias da vida. Orígenes nos dá uma descrição comovente do zelo desses primeiros missionários:

"Os cristãos fazem todo o esforço possível para espalhar a fé por toda a terra. Para esse fim, alguns deles se propõem formalmente como tarefa das suas vidas o peregrinar não somente de cidade em cidade, mas também de município em município e de vilarejo em vilarejo para ganhar novos fiéis para o Senhor. Nem se passe pela cabeça, espero, que eles façam isso por lucro, pois até mesmo, muitas vezes se recusam a aceitar o que é necessário à vida".

Agora, na segunda metade do século III, estas iniciativas pessoais são cada vez mais coordenadas e em parte substituídas pela comunidade local. O bispo, até mesmo por reação aos efeitos de desintegração da heresia gnóstica, conquista a melhor sobre os mestres, como diretor da vida interna da comunidade e centro propulsor da sua atividade missionária. A comunidade é agora o sujeito evangelizador, a tal ponto que um erudito como Harnack, certamente não suspeito de simpatia pela instituição, possa afirmar: "Devemos ter por certo que a mera existência e a atividade constante das comunidades individuais, foi o principal fator na propagação do cristianismo".

No final do terceiro século, a fé cristã penetrou praticamente todos os estratos da sociedade, já tem sua própria literatura em língua grega e uma, embora no início, em língua latina; possui uma sólida organização interna; começa a construir edifícios sempre mais amplos, sinal do aumento do número de fiéis. A grande perseguição de Diocleciano, além das muitas vítimas, não fez nada mais que destacar o fato de que a força da fé cristã já era irreprimível. A última luta de braço entre o Império e o cristianismo é testemunha disso.

No fundo, Constantino não vai fazer nada mais do que tomar nota dessa nova relação de forças. Não será ele que vai impor o cristianismo para o povo, mas o povo que vai lhe impor o cristianismo. Afirmações como aquelas de Dan Brown no romance "O Código Da Vinci" e de outros propagadores, segundo os quais  foi Constantino, por razões pessoais, a transformar, com o seu edito de tolerância e com o concílio de Nicéia, uma obscura seita religiosa judaica na religião do império, são baseadas numa total ignorância dos fatos que precederam esses eventos.

2. As razões do sucesso

Um tema que sempre apaixonou os historiadores é aquele das razões do triunfo do cristianismo. Uma mensagem, nascida em um canto obscuro e desprezado do Império, entre pessoas simples, sem cultura e sem poder, em menos de três séculos, se estende a todo o mundo então conhecido, subjugando a refinadíssima cultura dos gregos e o poder imperial de Roma!

Entre as diversas razões do sucesso, alguns insistem no amor cristão e no exercício ativo da caridade, até torná-lo "o fator mais importante e poderoso para o sucesso da fé cristã", de tal forma que induziria mais tarde o imperador Juliano o Apóstata, a fornecer o paganismo de semelhantes obras de caridade para combater este sucesso.

Harnack, por outro lado, dá uma grande importância ao que ele chama de a natureza "sincretista" da fé cristã, ou seja, da capacidade de conciliar em si as tendências opostas e os diversos valores presentes nas religiões e na cultura do tempo. O cristianismo se apresenta ao mesmo tempo, como a religião do Espírito e do poder, que é acompanhada por sinais sobrenaturais, carismas e milagres, e como a religião da razão e do Logos integral, “a verdadeira filosofia”, nos dizeres de Justino Mártir. Os autores cristãos são "os racionalistas do sobrenatural", diz Harnack citando as palavras do apóstolo Paulo sobre a fé como "tratamento racional" (Romanos 12,1).

Desta forma o cristianismo reúne em si, num perfeito equilíbrio, o que o filósofo Nietzsche define o elemento apolíneo e o elemento dionisíaco da religião grega, o Logos e o Pneuma, a ordem e o entusiasmo, a medida e o excesso. É isto que, pelo menos em parte, entendiam os Padres da Igreja com o tema da "sóbria embriaguez do Espírito".

"A religião cristã – escrevia Harnack no final da sua monumental pesquisa – , desde o início, apareceu com uma universalidade que a permitiu reivindicar para si toda a vida inteiramente, com todas as suas funções, as suas alturas e profundidades, sentimentos, pensamentos e ações. Foi esse espírito de universalidade que lhe garantiu a vitória. Foi isso que a levou a professar que o Jesus proclamado por ela era o Logos divino ... Assim se ilumina com nova luz e aparece quase uma necessidade, até mesmo aquela poderosa atração pela qual chegou a absorver e a submeter a si o helenismo. Tudo o que era de alguma forma capaz de vida entrou como elemento na sua construção ... E essa religião não deveria vencer? "

A impressão que se tem ao ler este resumo é que o sucesso do cristianismo é devido a uma combinação de fatores. Alguns foram tão longe na busca das causas deste sucesso que encontraram vinte motivos a favor da fé e muitos outros que estavam agindo na direção oposta, como se o êxito final dependesse da prevalência do primeiro sobre o segundo.

Agora eu gostaria de destacar o limite inerente a tal abordagem histórica, mesmo quando esta é feita por historiadores que tem fé como aqueles que até agora tenho tido em conta. O limite, devido ao mesmo método histórico, é de dar mais importância ao sujeito do que ao objeto da missão, mais aos evangelizadores e às condições em que ela ocorre, do que ao seu conteúdo.

A razão que me empurra a fazê-lo é que isso é também o limite e o perigo inerente a tantas abordagens atuais e mediáticas, quando se fala de uma nova evangelização. Esquece-se de uma coisa muito simples: que Jesus mesmo tinha dado, antecipadamente, uma explicação da difusão do seu Evangelho e é dessa que devemos começar toda vez que nos propomos um novo esforço missionário.

Escutemos mais uma vez duas breves parábolas evangélicas, aquela da semente que cresce também à noite e aquela da semente de mostarda.

“E dizia: ‘acontece com o Reino de Deus o mesmo que com o homem que lançou a semente na terra: ele dorme e acorda, de noite e de dia, mas a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. A terra por si mesma produz fruto: primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, a espiga cheia de grãos. Quando o fruto está no ponto, imediatamente se lhe lança a foice, porque a colheita chegou’”.(Mc 4, 26-30).

Esta parábola, por si só, diz-nos que a razão essencial para o sucesso da missão cristã não vem de fora, mas de dentro, não é obra do semeador e nem sequer principalmente do solo, mas da semente. A semente não pode ser jogada por si só, no entanto, é automaticamente e por si mesma que ela cresce. Depois de ter jogado a semente o semeador pode também ir dormir, a vida da semente já não depende dele. Quando esta semente é "a semente jogada na terra e morta", ou seja, Jesus Cristo, nada poderá impedir que essa "dê muitos frutos". Pode-se dar todas as explicações que você quiser desses frutos, mas estas permanecerão sempre na superfície, nunca captarão o essencial.

Quem captou com clareza a prioridade do objeto do anúncio sobre o sujeito é o apóstolo Paulo.

"Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem fazia crescer”. Estas palavras parecem ser um comentário sobre a parábola de Jesus. Não se trata de três operações com a mesma importância; de fato, o apóstolo acrescenta: " Assim, pois, aquele que planta, nada é: aquele que rega nada é; mas imorta somente Deus, que dá o crescimento”. (1 Cor 3, 6 -7). A mesma distância qualitativa entre o sujeito e o objeto do anúncio está presente em outra palavra do Apóstolo: "Mas nós temos este tesouro em vasos de barro, para que este grande poder seja atribuído a Deus e não a nós" ( 2 Cor 4,7). Tudo isso se traduz nas exclamações programáticas: "Nós não pregamos a nós mesmos, mas o Senhor Jesus Cristo!" e ainda "Nós pregamos Cristo crucificado".

Jesus pronunciou uma segunda parábola com base na imagem da semente que explica o sucesso da missão cristã e que dever ser tida em conta hoje, diante da imensa tarefa de reevangelizar o mundo secularizado.

“E dizia: ‘com que compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda que, quando é semeado na terra – é a menor de todas as sementes da terra – mas, quando é semeado, cresce e torna-se maior que todas as hortaliças, e deita grandes ramos, a tal ponto que as aves do céu se abrigam à sua sombra” (Mc 4, 30-32).

O ensinamento que Cristo nos dá com esta parábola é que o seu Evangelho e a sua mesma pessoa é a menor coisa que existe sobre a terra porque não há nada menor e mais fraco do que uma vida que termina numa morte de cruz. No entanto, esta minúscula "semente de mostarda" está destinada a se tornar uma grande árvore, de modo a acomodar em seus ramos todos os pássaros que vão refugiar-se ali. Isso significa que toda a criação, absolutamente toda irá ali encontrar refúgio.

Que contraste com as reconstruções históricas mencionadas acima! Tudo lá parecia incerto, aleatório, suspenso entre o sucesso e o fracasso; aqui tudo já foi decidido e garantido desde o começo! No final do episódio da unção de Betânia, Jesus pronunciou estas palavras: "Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho seja anunciado, em todo o mundo, em memória dela se dirá também o que ela fez" (Mateus 26,13 ). A mesma consciência tranquila de que um dia sua mensagem seria anunciada “a todo o mundo”. E certamente não é uma profecia "post eventum", porque naquele momento, tudo pressagiava o oposto.

Até mesmo nisso quem melhor captou "o mistério escondido" foi Paulo. Me impressiona sempre um fato. O Apóstolo pregou no Areópago de Atenas e assistiu a uma rejeição da mensagem, educadamente expressada com a promessa de ouvi-lo em outra ocasião. De Corinto, onde ele foi logo depois, escreveu a Carta aos Romanos, onde afirma ter recebido a tarefa de conduzir "à obediência da fé todas as nações" (Rm 1, 5-6). O insucesso não avariou minimamente a sua confiança na mensagem: "Eu não me envergonho - grita - do evangelho, porque é potência de Deus para a salvação de todo aquele que crê, do judeu, primeiro, como do grego" (Rom 1, 16 ). Apóstolo Paulo, dá-nos um pouco "desta tua fé e desta tua coragem e não nos desanimaremos diante da tarefa sobre-humana que está diante de nós!

"Toda árvore, diz Jesus, é reconhecida pelos seus frutos" (Lc 6, 44). Isto é verdade para toda árvore, exceto para a árvore nascida dele, o cristianismo (e de fato ele está falando aqui dos homens); essa única árvore não é conhecida pelo fruto, mas a partir da semente e da raiz. No cristianismo a plenitude não está no fim, como na dialética hegeliana do devir (“o verdadeiro é o inteiro”), mas está no princípio; nenhum fruto, nem mesmo os maiores santos, acrescentam algo à perfeição do modelo. Neste sentido tem razão quem afirmou que “o cristianismo não é perfectível”.

3. Semear e... ir dormir

Aquilo que os historiados das origens cristãs não registraram ou dão pouca importância é a certeza inabalável que os cristãos da época, pelo menos os melhores deles, tinham sobre a bondade e a vitória final da sua causa. "Vocês podem nos matar, mas não nos podem prejudicar", dizia Justino Mártir ao juiz romano que o condenava à morte. No final foi essa tranquila certeza que lhes garantiu a vitória e convenceu as autoridades políticas da inutilidade dos esforços para suprimir a fé cristã.

É isso o que mais nos acontece hoje: despertar nos cristãos, pelo menos naqueles que pretendem se dedicar ao trabalho da reevangelização, a certeza íntima da verdade do que anunciamos. "A Igreja, Paulo VI disse certa vez, precisa recuperar o desejo, o prazer e a certeza da sua verdade". Devemos acreditar primeiramente nós, em tudo o que anunciamos; mas acreditar realmente, "com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente". Temos de ser capazes de dizer com Paulo: "Animados pelo mesmo espírito de fé, como está escrito: Eu acreditei, portanto, eu falei, nós também acreditamos e, portanto, falamos" (2 Coríntios 4, 13).

A tarefa prática que as duas parábolas de Jesus nos designam é semear. Semear com mãos cheias, “no momento adequado e inadequado" (2 Tm 4, 2). O semeador da  parábola que sai para semear não se preocupa com o fato de que algumas sementes acabem na rua e entre os espinhos, e pensar que aquele semeador, fora da metáfora, é ele mesmo, Jesus! A razão é que, neste caso, não se pode saber com antecedência qual terreno se revelará bom, ou duro como o asfalto e sufocante como um arbusto. Há no meio a liberdade humana que o homem não pode prever, e Deus não quer violar. Quantas vezes entre as pessoas que ouviram algum sermão ou leram um determinado livro, verifica-se que quem o tomou mais a sério e teve a vida mudada era a pessoa que menos se esperava, alguém que estava ali por acaso, ou até mesmo relutante. Eu mesmo poderia contar dezenas de casos.

Semear então e depois... ir dormir! Ou seja, semear e depois não estar lá o tempo todo olhando, quando brota, onde brota, quantos centímetros está crescendo diariamente. A germinação e o crescimento não é nosso negócio, mas de Deus e do ouvinte. Um grande humorista Inglês do século XIX, Jerome Klapka Jerome, disse que a melhor maneira de fazer demorar a ebulição da água numa panela é aquela de estar de olho nela e esperar com impaciência.

Fazer o contrário é fonte inevitável de ansiedade e de impaciência: coisas que Jesus não gosta e que ele nunca fez quando esteve na terra. No Evangelho, ele nunca parece ter pressa. "Não andem ansiosos pelo amanhã, dizia aos seus discípulos, porque o amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6, 34).

Neste sentido, o poeta cristão Charles Péguy põe na boca de Deus palavras que são boas para meditarmos:

"Disseram-me que há homens que trabalham bem e dormem mal. Que não dormem. Que tem falta de confiança em mim. É quase pior do que se não trabalhassem, mas dormissem, porque a preguiça não é pecado maior do que a ansiedade ... Não falo, diz Deus, daqueles homens que não trabalham e não dormem. Esses são pecadores, é claro ... Falo daqueles que trabalham e não dormem ... Tenho pena deles. Eles não confiam em mim ... Governam muito bem seus assuntos durante o dia. Mas não querem confiar-me o governo durante a noite... Quem não dorme é infiel à Esperança... ".

As reflexões realizadas nesta meditação nos levam, em conclusão, a colocar na base do esforço para uma nova evangelização um grande ato de fé e de esperança para sacudir de cima qualquer sentimento de impotência e resignação. Temos diante de nós, é verdade, um mundo fechado no secularismo, inebriado pelos sucessos da técnica e das possibilidades oferecidas pela ciência, refratário ao anúncio do Evangelho. Mas era talvez menos confiante em si e menos refratário ao evangelho o mundo no qual viviam os primeiros cristãos, os gregos com a sua sabedoria e o Império Romano com o seu poder?

Se houver algo que possamos fazer, depois de ter "semeado", é "irrigar", com a oração, a semente lançada. Por isso terminemos com a oração que a liturgia nos faz recitar na Missa "para a evangelização dos povos":

Ó Deus, tu queres que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade; olha quão grande é a tua messe e manda operários, para que seja anunciado o Evangelho à toda criatura, e o teu povo, reunido pela palavra de vida e moldado pela força dos sacramentos, prossiga no caminho da salvação e do amor.

Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Pe. Raniero Cantalamessa, OFMCap

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Encontro Estadual do Ministério de Pregação


Neste próximo fim semana, 12 e 13, a RCC Amapá promove o Encontro Estadual do Ministério de Pregação. Com o Tema: "Em cada Pregação um Pentecostes" o evento é destinado aos ministeriados de todos os grupo de oração, bem como, àqueles que exercem em outros ministérios o carisma da Pregação e tem por objetivo proporcionar um momento de avivamento espiritual e ministerial aos participantes através de momentos de oração, pregações e oficinas.
O encontro acontecerá na Casa de Oração do Grupo de Oração Abbá (Salão da Paróquia São Benedito), Pai, das 8h às 17hs, com taxa de inscrição no valor de R$ 10,00 (Dez reais, sem almoço) e deverão ser realizadas por grupo de oração no local do evento.

Informações: 
Email: jeffsouzamj@gmail.com / pregacao_rcc.amapa@hotmail.com
Fone: (96) 9139-0382

Jefferson Souza
Coordenador do Ministério de Pregação
Grupo de Oração Ágape
Renovação Carismática Católica do Amapá

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

RCC Amapá promove encontro de formação

Aconteceu neste fim de semana,22 e 23, o Encontro para líderes e servos da Renovação Carismática Católica do Amapá. Reunida no Espaço Dalton Martins a liderança do Estado participou da formação que teve como tema "Que todos sejam um" do módulo de Formação de Coordenadores do Ministério de Formação da RCCBrasil. O Encontro também contou como formador o Presidente do Conselho Estadual da RCC do Estado do Piauí, Carlos Cesar, enviado para representar o Conselho Nacional no processo de eleição da nova coordenação estadual do movimento no biênio 2012-2013. 
Durante o sábado os coordenadores de Grupos de Oração participaram da Assembleia que discerniu a lista trípice indicando os nomes para escolha final do Sr. bispo diocesano.
Forma indicados (por ordem alfabética): Dário Araújo, atual presidente do Conselho Estadual; Monica Torrinha, Pregadora e Coordenadora do Grupo de Oração Abbá-Pai; e Rilson Espíndola, ministro de música,coordenador do Grupo de Oração Ágape e Conselheiro Estadual pelo Vicariato 3. Os participantes do encontro participaram deste momento intercedendo em adoração junto ao Santíssimo Sacramento.
Na manhã de domingo a formação continuou enquanto o Sr. Bispo diocesano, Dom Pedro Conti discereniu com o Conselho Estadual, sob a observação do representante do Conselho Nacional, Calos Cesar, o Novo Coordenador da RCC Amapá. O Anúncio foi realizado após a missa de encerramento presedida pelo próprio bispo. Dário Araújo foi reeleito e mantêm-se na função até o fim de 2013.

sábado, 22 de outubro de 2011

A Igreja celebra o dia do Beato João Paulo II



Cidade do Vaticano (RV) – Celebra-se hoje, pela primeira vez, em Roma e na Polônia, a memória litúrgica do Beato João Paulo II, elevado às honras dos altares no último dia 1º de maio. Inúmeras iniciativas de oração em todo o mundo para celebrar o evento, principalmente na capital italiana e no país natal de Wojtyla.

Às 16h30 desse sábado, jovens, na Praça da Basílica de São João de Latrão, fazem uma vigília de orações, seguida de Missa presidida pelo Cardeal Vigário de Roma Agostino Vallini. 

E, nesta sexta-feira, foi realizada a translação da relíquia do sangue do Beato à capela do hospital pediátrico vaticano Menino Jesus. “João Paulo II está no coração de todos os católicos, e mesmo no dos não católicos”, afirmara na ocasião o Cardeal Secretário de Estado Tarcísio Bertone. 

Propomos um especial sobre a vida do Beato, tão querido por todos:

Karol Józef Wojtyla nasceu, em Wadowice, Polônia em 18 de maio de 1920.

Em 1938 se matriculou na Faculdade de Filosofia da Universidade Jagelônica. com especialização em filologia polonesa.

Em 1940 começou a trabalhar em minas de pedra e depois foi transferido para uma fábrica química.

Seu pai morreu em 1941, ficando sozinho, em termos de família. Sua mãe faleceu quando Lolek – como era chamado – tinha apenas 9 anos.

Em 1942 entrou para o seminário clandestino dirigido pelo Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Sapieha, onde iniciou os estudos de teologia, também clandestinamente.

Em 1946 foi ordenado sacerdote e quinze dias depois viajou para Roma, para prosseguir os estudos no Angelicum. No ano seguinte concluiu o mestrado em Teologia.

Em 1948 defendeu a tese de doutorado sobre São João da Cruz. 

Em 1949 voltou para a Polônia, sendo nomeado vice-pároco e, mais tarde, tornou-se titular da cátedra de ética social. 

Em 1954 continuou lecionando em Cracóvia, passando depois a dar aulas também em Lublin.

Quatro anos mais tarde, com 38 anos, foi eleito bispo auxiliar de Cracóvia. Era o bispo mais jovem da Polônia.

Em 1960 foram publicados suas obras: Max Scheler, Amor e Responsabilidade e o drama teatral “A Oficina do Ourives”.

Participou do Concílio Vaticano II.

Em dezembro de 1963, o Papa PauloVI nomeou-o Arcebispo de Cracóvia.

Em outubro de 1964 recebeu o pálio das mãos de Paulo VI e três anos mais tarde foi criado cardeal.

Em 1976 pregou os exercícios espirituais para Paulo VI e a Cúria Romana.

Dois anos mais tarde participou do funerail de Paulo VI e no conclave que elegeu João Paulo I.
No início de outubro retornou ao Vaticano para o funeral de João Paulo I, e entrou no conclave que em 16 de outubro de 1978, o elegeu Sumo Pontífice, tornando-se o Sucessor de Pedro de número 263.

Dia 22 de outubro iniciou seu ministério de Pastor Universal da Igreja e logo depois deu início às 259 vistas às localidades italianas.

Em 1979 foi a vez de iniciar suas 617 visitas à cidades internacionais e, consequentemente aos 129 países dos cinco continentes. Nessas viagens ele pronunciou 2.382 discursos, realizando, ao todo, 104 viagens apostólicas internacionais.

Em 1979 outorgou à Igreja a primeira de suas 13 encíclicas, a Redemptor Hominis.
Ainda em 1979 deu início à série de 1.338 beatificações, entre elas, a do Apóstolo do Brasil, José de Anchieta em 147 cerimônias.

Em 1980 iniciou o hábito de ir, nas sextas-feiras santas, à Basílica de São Pedro para ouvir confissões.

Realizou 6 sessões ordinárias do Sínodo dos bispos.
Poderíamos citar outros tantos feitos grandiosos, que marcaram seu Pontificado. Isso não falta em sua biografia, mas isso junto não faz o santo.

João Paulo II foi beatificado por suas heróicas virtudes, de esperança e de caridade.

Sua atitude de perdão ao seu quase assassino, sua atenção em relação aos menos favorecidos, suas lutas pelos Direitos Humanos e convicção de que Maria o ajudaria a combater o ateísmo; a aceitação serena do sofrimento e da diminuição de suas forças físicas, a dignidade cristã ao se apresentar ao mundo de um modo absolutamente frágil. 

Mesmo assim não abriu mão de viver profundamente sua última semana santa. Na Sexta-feira Santa acompanhou pela televisão, colocada em sua capela privada, a via-sacra abraçado a um crucifixo.

Era o Vigário do Senhor das dores, um homem do sofrimento como nos fala Isaías, contemplando a celebração da Paixão e Morte daquele a quem havia dado o “sim” para assumir a condução do rebanho. 

E agora ele o conduzia do mesmo modo que seu Senhor, através do caminho da dor, do sofrimento, da cruz.

Viveu sua última celebração pascal na expectativa de viver a sua Páscoa definitiva, que ocorreu alguns dias depois, na véspera do Domingo da Divina Misericórdia. 

Aquele que acompanhou o Senhor em sua Paixão, agora o acompanha na glória da vida nova.
O mundo compareceu em massa ao seu funeraL, não apenas com a presença de seus líderes, mas com a multidão de 5 milhões de pessoas que passaram diante de seu corpo durante oito dias.

Na belíssima e comovente celebração eucaristica de corpo presente o povo se manifestou fazendo ecoar na Praça São Pedro o grito “santo já”.

Bento XVI realizou esse grande desejo dos homens no dia 1º de maio de 2011.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Polêmica JMJ Rio 2013

Fonte: www.rio2013.com

Na ultima quarta-feira,19, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, publicou uma retratação pública referente ao artigo "JMJ é do RJ" publicado em alguns meios de comunicação católicos. A polêmica toda refere-se a opinião de Dom Antonio a respeito de alguns procedimentos e atividades relativos a JMJ 2013. No primeiro artigo o bispo posiciona-se com relação à atividades promovidas pela Comissão Episcopal para a Juventude tidas, segundo ele, como oficial e que poderiam descaracterizar a responsabilidade da organização da arquidiocese, bem como, desmotivar os membros das comissões arquidiocesanas envolvidas na preparação no RJ. Confira abaixo o artigo (publicado pela agência Zenit) e logo em seguida, a retratação ( pela mesma agência de notícia) em que o bispo se desculpa por qualquer mal entendido quanto seu objetivo em sua primeira mensagem.

Foto: www.arquidiocese.org.br
"A Jornada Mundial da Juventude é do Rio de Janeiro"
Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte
RIO DE JANEIRO, terça-feira, 18 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – A decisão do Papa Bento XVI anunciada no dia 21 de agosto passado em Cuatro Vientos foi nítida e inquestionável: “Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira”.
A JMJ 2013 é do RJ e cabe à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em íntima e harmoniosa comunhão com o Pontifício Conselho para os Leigos, que é o principal responsável das Jornadas Mundiais, ser a primeira e oficial organizadora desse evento eclesial.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil como organismo a serviço da comunhão das arquidioceses e dioceses brasileiras, através da sua recém criada Comissão Episcopal Pastoral da Juventude, juntamente com as diversas instâncias governamentais do país, com empresas e patrocinadores, com associações e movimentos e com novas comunidades e instituições financeiras, serão ao longo desse período preparatório importantes colaboradores da nossa Arquidiocese carioca, mas não têm a primazia nem a oficialidade organizativa da JMJ 2013.
Nesses dois meses que passaram desde a JMJ Madrid houve, nas redes sociais e nos encontros com certas esferas da juventude brasileira, muitas notícias ambíguas e até mesmo desconcertantes que acabaram gerando incertezas e perplexidades no seio da Comissão organizadora Local, com sua sede no 7º andar do Edifício João Paulo II, onde está o governo arquidiocesano.
Camisetas ditas oficiais são oferecidas num site de jovens conectados, pronunciamentos de pessoas qualificadas dentro da Igreja confundem as mentes dos jovens sobre quem é, de fato e de direito, o organismo oficial responsável pela JMJ 2013, logomarcas e músicas que acompanham eventos prévios da Jornada, são mostrados na mídia como sinais oficiais desse evento, além do aparecimento de algumas empresas que atribuem a si o monopólio publicitário desse futuro acontecimento.
Todas essas afirmações e iniciativas são, sem dúvidas nenhuma, compreendidas dentro do momento eufórico causado pela decisão de Bento XVI, mas tiram a paz e as forças necessárias daqueles que devem pôr em marcha todos os trabalhos desse mega-evento eclesial e vão dificultando muito a união de esforços que deve existir entre o Pontifício Conselho para os Leigos, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e os Governos, Federal, Estadual e Municipal.
A JMJ 2013 é do RJ, e tal realidade não é de jeito nenhum um bônus para a Arquidiocese, já que ela colocou sobre seus ombros um ônus inimaginável, mas tudo que se realiza e se vive em comunhão e na graça dentro da Igreja Católica torna-se um jugo suave e um peso leve.
Os padres e os leigos voluntários que desde Madrid estão à frente dos diversos departamentos que estruturam o Comitê Organizador local, merecedores de confiança de Dom Orani e dos seus bispos auxiliares, necessitam muito daquela força pedida pelo Santo Padre Bento XVI a Deus após o anúncio oficial feito em Cuatro Vientos.
Eles pedem também a presença dessa comunhão pacífica de trabalhos e de esforços de todas as instâncias eclesiais e civis, para que interesses pessoais de caráter econômico e político não estejam por cima do que é o mais essencial nas Jornadas Mundiais: o encontro íntimo e particular dos jovens com Jesus Cristo.
Nos meses preparatórios desse mega-evento eclesial nada mais rico em termos humanos e nada mais profundo em termos divinos do que a existência do respeito mútuo, da justiça e da caridade cristãs, para que no intervalo de tempo entre a JMJ 2011 Madrid e JMJ 2013 Rio se consiga uma participação substanciosa da juventude mundial, uma aproximação maior dos jovens à Igreja Católica e a melhora da imagem da Santa Madre a Igreja na mídia nacional e internacional.
O que o Rio de Janeiro mais deseja é tornar amável o caminho do bem, que Deus veio trazer ao mundo, é anunciar com alegria aos nossos jovens do Terceiro Milênio a beleza atual do Evangelho, é contagiar os peregrinos, as autoridades, os jornalistas, as empresas, etc, com o estilo aberto, acolhedor, amistoso e comunitário do povo carioca que na sua fé e na sua esperança sabe dizer ao mundo que é possível conjugar as belezas naturais do Rio de Janeiro com as belezas divinas, como falava o Beato João Paulo II em 1997 ao pisar no solo da Cidade Maravilhosa: “ao lado da arquitetura humana está a arquitetura divina”.
O projeto de Deus para o Brasil e, mais concretamente, para o Rio de Janeiro, sede da JMJ 2013, é exatamente evidenciar a beleza da unidade dentro da diversidade, da comunhão eclesial dentro das distinções participativas, da fraternidade cristã dentro da pluralidade de interesses.
A JMJ 2013 e o RJ são os dois braços abertos para o Brasil e para o mundo como se vê no Cristo Redentor no alto do Corcovado.
Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

RETRATAÇÃO PÚBLICA DO ARTIGO "JMJ É DO RJ"
Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte
RIO DE JANEIRO, quarta-feira, 19 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Considerando a repercussão negativa do artigo que escrevi sobre a Jornada Mundial da Juventude 2013 no Rio de Janeiro, desejo esclarecer os seguintes pontos.
1.       Não foi a minha intenção em nenhum momento desse escrito criticar a presidência da CNBB por quem nutro o devido respeito através das pessoas do Emmo. Sr. Cardeal Raymundo Damasceno Assis, do Exmo. Dom José Belisário da Silva e do Exmo. Dom Leonardo Ulrich Steiner.
2.       Tampouco pretendi desmerecer o esforçado e dedicado trabalho pastoral do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, o Exmo. Dom Eduardo Pinheiro da Silva, que está preparando a peregrinação dos símbolos da JMJ, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora, e nem os seus assessores e equipe jovem que com ele se empenham nessa imensa tarefa.
3.       Assumo a total responsabilidade pelo artigo e peço o perdão do Exmo. Dom Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que tem recebido inúmeros comentários e pedidos de esclarecimento sobre o referido artigo. Certamente isso representou para ele um peso maior acrescentado ao imenso fardo já presente sobre os seus ombros pelo governo dessa Arquidiocese e pela responsabilidade adquirida com a vinda da JMJ para o Rio de Janeiro.
4.       Ao escrever este artigo a minha intenção era informar sobre as diversas instâncias organizadoras da JMJ 2013 e sobre os distintos passos que estão sendo dados para a confecção da marca e dos demais elementos que caracterizam esse evento jovem.
5.       Sei que a realidade acima dita não foi expressa com a devida prudência e propriedade e reconheço aqui o meu enorme erro no campo da comunhão eclesial. Sei também que o reconhecimento e a retificação dos erros pessoais cometidos na vida e na missão que me foi confiada integram o dinamismo próprio do cristianismo.
6.       Quero terminar essa retratação publica pedindo aos meus irmãos no episcopado e a todos os jovens que estão se empenhando na realização das etapas prévias da Jornada Mundial da Juventude no Brasil inteiro o seu perdão fraterno.
7.       Coloco-me nos braços de Nossa Senhora da Conceição Aparecida para que Ela como Advogada nossa, Consoladora dos aflitos e Mãe da Misericórdia obtenha-me as graças necessárias para converter todos os momentos da minha vida no bem espiritual que Deus deseja: “Omnia in bonum”.
         Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bispo do Marajó receberá prêmio João Canuto 2011 em premiação do MHuD


O Bispo do Marajó, Dom José Luís Azcona foi uma das pessoas selecionadas, como Bispo acompanhante da Comissão Justiça e Paz – CJP da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil do Regional Norte 2 (Pará e Amapá), denunciou em entrevista coletiva, graves casos de violação dos direitos humanos envolvendo mulheres, adolescentes e crianças da ilha do Marajó - PA.O Movimento Humanos Direitos (MHuD), concede aos oito contemplados o Prêmio João Canuto 2011, criado desde 2004, à personalidades e instituições  que se destacam na luta pelos direitos humanos.
Além do Bispo, mais sete pessoas e entidades foram contempladas: Aline Sasahara, cineasta, documentarista realizou o filme “Salve Santo Antonio”; a Associação Mineira do Ministério Público (AMMP-MG), entidade de classe dos Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de Minas Gerais; Cacá Diegues (RJ), cineasta, responsável pelo filme 5X Favela – Agora Por Nós Mesmos, ao lado de Celso Athayde e Renata Magalhães; a Débora Noal em nome de Médicos Sem Fronteiras (SE), organização internacional sem fins lucrativos, ao José Carlos Medeiros Nunes (RJ), o padre Quinha, incentivador do Grupo Assistencial SOS Vida e da Pastoral da AIDS na diocese de Petrópolis. Fundador da Associação Oficina de Jesus.
Além de outros ganhadores como o ator e produtor de documentários indígenasMarcos Palmeira (RJ); a advogada,  Integrante das comissões: Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, da Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Escravo do Governo Federal – CONATRAE e da Comissão Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil do Regional Norte 2 (Pará e Amapá), Mary Lúcia Xavier Cohen (PA).
A premiação será realizada no dia 10 de novembro, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a partir das 18 horas.
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