segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nomeados os peritos e auditores para o Sínodo dos Bispos

Brasileiros nomeados auditores
Destaca-se dentre eles lideres da RCC internacional, Membros de Movimentos Eclesiais e Brasileiros
Por Canção Nova
 
O Secretário Geral do Sínodo dos Bispos nomeou, com a aprovação do Papa Bento XVI, os peritos e auditores para a 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O Sínodo será realizado de 7 a 28 de outubro deste ano com o tema “A Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã”.

Entre os nomeados, três são do Brasil: padre Luiz Alves de Lima, S.D.B., membro da Direção da Sociedade de Catequese Latino americana, nomeado como perito; irmã Maria Antonieta Bruscato, F.S.P., superiora geral da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo, nomeada como auditora e padre Ari Luis do Vale Ribeiro, docente do Seminário da Diocese de Santo Amaro, coordenador diocesano de Catequese, também nomeado como auditor.

Veja abaixo a lista completa dos nomeados.

Peritos:
- Irmã Beatriz ACOSTA MESA, O.D.N. (Colômbia), Superiora Geral da Ordem da Companhia de Maria.

- Prof. Mauro AGOSTO, Docente de Língua Latina da Pontificia Universidade Lateranense, de Roma.

- Pe. Anthony Alaba AKINWALE, O.P., Reitor do "Dominican Institute" de Ibadan (Nigéria).

- Pe. Luiz ALVES DE LIMA, S.D.B., Membro da Direção da Sociedade de Catequese Latino americana (Brasil).

- Pe. Antonio Aranda LOMEÑA, Professor Ordinário de Teologia Dogmática da Universidade de Navarra (Espanha).

- Pe. George AUGUSTIN, S.A.C., Professor de Teologia Fundamental e Dogmática da "Philosophisch-Theologischen Hochschule Vallendar" (Rep. Federal da Alemanha).
- Pe. Paul Béré, S.I., Professor de Antigo Testamento e de Línguas Bíblicas da Universidade Católica da África Ocidental (Burkina Faso).
- Pe. Enzo BIANCHI, Prior da Comunidade Monástica de Bose (Itália).

- Pe. Enzo BIEMMI, F.S.F., Presidente da Equipe Européia de Catequistas (Itália).

- Mons. Luca BRESSAN, Vigário Episcopal da Arquidiocese de Milão.

- Irmã Sara BUTLER, M.S.B.T., Professora da Faculdade Eclesiástica da Universidade "St. Mary of the Lake", Mundelein; Membro da Comissão Teológica Internacional (Estados Unidos da América).

- Sra. Jessica Joy CANDELARIO, Coordenadora da Pastoral Juvenil, "Bukal ng Tipan Pastoral Centre" (Filipinas).

- Professora Anna Kai-Yung CHAN, Professora da "Holy Spirit Seminary College of Theology and Philosophy", Hong Kong (China).

- Irmã Luisa CIUPA, S.A.M.I., Vice-presidente da Comissão para catequese da Igreja Greco-Cattolica Ucraína.

- Pe. Eamonn CONWAY, Chefe do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do "Mary Immaculate College" da Universidade de Limerick (Irlanda).

- Pe. Jeremy DRISCOLL, O.S.B. (Estados Unidos da América), Docente da Faculdade de Teologia do Pontifício Ateneo S. Anselmo de Roma e Professor de Liturgia do "Mount Angel Seminary, St Benedict", Oregon.

- Dra. Caroline FAREY, Docente do "Maryvale Institute", Birmingham (Gran Bretanha).

- Pe. Juan Javier FLORES ARCAS, O.S.B. (Espanha), Reitor Magnífico do Pontifício Ateneo S. Anselmo.

- Irmã Gill GOULDING, C.J., Professora Associada de Teologia Sistemática e Espiritualidade da Universidade "Regis College" de Toronto (Canadá).

- Mons. Rafiq KHOURY, Professor de Liturgia do Seminário Maior de Beit Jala (Território Palestinense).

- Irmã Anna KLICH, O.S.U., Diretora do Istituto Intercongregacional de Catequese de Cracóvia (Polônia).

- Pe. Jaime Alberto MANCERA CASAS, Vigário Episcopal para a Pastoral da Arquidiocese de Bogotá (Colômbia).

- Mons. Ermenegildo MANICARDI, Reitor do Almo Collegio Capranica; Professor do Pontifício Istituto Bíblico (Itália).

- Pe. Thomas MANJALY, Professor de Sagrada Escritura do Oriens Theological College" e do "Inter-Diocesan Theologate for North East of India in Shillong" (India).

- Dr. Ralph MARTIN, Diretor dos "Graduate Theological Programs in the New Evangelization" do "Sacred Heart Seminary" de Detroit (Estados Unidos da América).

- Pe. Paolo MARTINELLI, O.F.M. Cap., Diretor do Istituto Franciscano de Espiritualidade da Pontifícia Universidade "Antonianum" de Roma; Professor de Teologia Fundamental da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

- Pe. Krzysztof MIELNICKI, Diretor do Setor de Catequese da Diocese de Drohiczyn (Polônia).

- Irmã Paula Jean MILLER, F.S.E., Professora do Departamento de Teologia da "University of St. Thomas" de Huston (Estados Unidos da América).

- Pe.Joseph-Marie NDI-OKALLA, Vice Reitor da Universidade Católica da África Central" de Yaoundé (Camerum).

- Pe. Godfrey Igwebuike ONAH (Nigéria), Vice Reitor da Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma.

- Prof. Rodolfo PAPA, Docente de História da Arte e Estética da Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma.

- Pe. Cleto PAVANETTO, S.D.B., Professor emérito da Faculdade de Letras Cristãs e Clássicas da Pontifícia Universidade Salesiana de Roma.

- Dr. Edward PETERS, Professor de Direito Canônico da "Edmund Cardinal Szoka Chair" do "Sacred Heart Major Seminary" de Detroit (Estados Unidos da América).

- Pe. Salvador PIÉ-NINOT (Espanha), Professor de Teologia Fundamental e Eclesiologia da "Facoltat de Teologia de Catalunya"; Professor de Teologia Fondamental da Pontificia Universdade Gregoriana de Roma.

- Pe. Mons. Antonio PITTA, Professor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma.

- Irmã Enrica ROSANNA, F.M.A, ex Sub-Secretária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (Itália).

- Pe. Marko Ivan RUPNIK, S.I. (Eslovênia), Diretor do Centro de Estudos e Pesquisas "Ezio Aletti" de Roma.

- Pe. P. Samir Khalil SAMIR, S.I., Professor de Teologia Árabe-Cristã do Pontifício Instituto Oriental de Roma; Professor de História da Cultura Árabe e de Islamismo da Universidade "St. Joseph de Beyrouth" (Líbano).

- Pe. Kinkupu Léonard SANTEDI, Professor da Università Católica do Congo, Presidente da "Fundação Evangelii nuntiandi" da África; membro da Comissão Teológica Internacional (Rep. Democrática do Congo).

- Mons. Pierangelo SEQUERI, Diretor da Faculdade Teológica a Itália Setentrional; membro da Comissão Teológica Internacional (Itália)

- Prof. Thomas SÖDING, Professor de Teologia Bíblica da Universidade "Bergische" de Wuppertal (Rep. Federal da Alemanha).
- Pe. Virginio SPICACCI, S.I., Comprometido na Pastoral de Evangelização da Arquidiocese de Nápoles (Itália).

- Pe. Mihály SZENTMÁRTONI, S.I. (Sérvia), Diretor do Instituto de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

- Pe.Giuseppe TANZELLA NITTI, Ordinário de Teologia Fundamental da Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma.

- Dr. Petroc WILLEY, Decano do "Graduate Research" do "Maryvale Institute" de Birmingham (Gran Bretanha).

Auditores

- Sr. Emile AMIN HENEIN, Diretor do "Truth", Centro de estudos políticos e estratégicos do Cairo (Egito)

- Dra. Chiara AMIRANTE (Itália), Fundadora e Presidente da Comunidade Novos Horizontes

- Prof. Carl Albert ANDERSON (Estados Unidos da América), Cavaleiro Supremo da Ordem dos Cavaleiros de Colombo.

- Pe. Camilo BERNAL HADAD, C.I.M. (Colômbia), Superior Geral da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas).

- Irmã Maria Antonieta BRUSCATO, F.S.P. (Brasil), Superiora General da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo.

- Prof. Guzmán CARRIQUIRY (Uruguai), Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina.

- Dr. José María Simón CASTELVÍ (Espanha), Presidente da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas - F.I.A.M.C.

- Irmã Rekha (Mary Joseph) CHENNATTU, R.A., Professora dei Novo Testamento do Pontifício Instituto de Filosofia e Religião de Pune (India).

- Pe. Renato DE GUZMAN, S.D.B., Assistente Principal da Pastoral da "Grade School and High School Departments, Don Bosco Technical Institute" de Makati City (Filipinas).

- Dra. Florence DE LEYRITZ, membro da Associação Alpha France (França).

- Dr. Marc DE LEYRITZ, Presidente da Associação Alpha France (França).

- Pe. Ari Luis DO VALE RIBEIRO, Docente do Seminário da Diocese de Santo Amaro, Coordenador Diocesano de Catequese (Brasil).

- Sr. Mikhail FATEEV, Diretor de Produção do canal televisivo "United Television" de São Petersburgo (Federação Russa).

- Irmã Inmaculada FUKASAWA, A.C.I. (Japão), Superiora Geral das Servas do S. Coração de Jesus.

- Pe. Mons. Enrique GLENNIE GRAUE, Vigário Geral da Arquidiocese do México (México).

- Sr. Francisco José GÓMEZ ARGÜELLO WIRTZ (Espanha), Co-Fundador do Caminho Neo catecumenal.

- Pe. Jesús HIGUERAS ESTEBAN, Pároco de S. Maria de Caná, Madrí (Espanha).

- Prof. Marco IMPAGLIAZZO (Itália), Presidente da Comunidade de Santo Egídio.

- Sra. Lydia JIMÉNEZ GONZÁLEZ (Espanha), Diretora Geral do Instituto Secular "Cruzadas de Santa Maria".

- Dra. Ernestine Sikujua KINYABUUMA, Docente do Instituto Universitário Maria Malkia de Lubumbashi, membro do Movimento dos Focolares (Rep. Democrática do Congo).

- Dr.. Joakim KIPYEGO KOECH, Responsável de Comunhão e Libertação no Kenya.

Pe. Zoltán KUNSZABÓ, Diácono permanente da Arquidiocese de Esztergom-Budapest (Hungria).

- Dra. Ewa KUSZ (Polônia), ex Presidente da Conferência Mundial dos Institutos Seculares - C.M.I.S.

- Sra. Chantal LE RICQUE, leiga da Arquidiocese de Paris (França).

- Pe. Vinko MAMIĆ, O.C.D., Presidente da União dos Superiores e das Superioras Maiores da Croácia.

- Dr. Curtis A. MARTIN, Fundador e Presidente do "Fellowship of Catholic University Students - FOCUS" (Estados Unidos da América).

- Dr. Salvatore MARTINEZ, Presidente na Itália da Renovação no Espírito Santo.

- Irmã Nzenzili Lucie MBOMA, F.M.M. (Rep. Democrática do Congo), Diretora Executiva dol Serviço de Documentação e Estudos sobre Missão - S.E.D.O.S.

- Sra. Marylee J. MEEHAN (Estados Unidos da América), Presidente do Comitê Internacional Católico das Enfermeiras e das Assistentes Médio-Sociais - C.I.C.I.A.M.S.

- Sr. Franco MIANO, Presidente da Ação Católica Italiana.

- Sra. Gisèle MUCHATI, Responsável regional do Movimento "Famílias Novas" (Síria).

- Dr. Peter MURPHY, Diretor executivo do Secretariado para a Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal Católica dos Estados Unidos da América.

- Sra. Patricia Ngozi NWACHUKWU, K.S.M., membro dos Cavaleiros de São Mulumba (Nigéria).

- Prof. Yong Suk Francis Xavier OH, Secretário Geral do "Catholic Lay Apostolate Council of Korea".

- Rev.do Piergiorgio PERINI, Presidente do Organismo Internacional do Serviço para as Células Paroquiais de Evangelização (Itália).

- Sra Rita María PETRIRENA HERNÁNDEZ, Responsável pelo Departamento de Coordenação Pastoral da Conferência Episcopal de Cuba.

- Irmã Suzanne Louise PHILLIPS, F.M.M. (Austrália), Superiora Geral das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria.

- Irmã Mary Prema PIERICK, M.C. (India), Superiora Geral das Missionárias da Caridade.

- Prof. José PRADO FLORES, Fundador e Diretor internacional da Escola de Evangelização Santo André (México).

- Irmã Yvonne REUNGOAT, F.M.A. (França), Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, Salesianas de Don Bosco.

- Pe. Alvaro Antonio RODRÍGUEZ ECHEVERRÍA, F.S.C. (Costa Rica), Superior Geral dos Irmãos das Escolas Cristãs.

- Dr.. Michel ROY (França), Secretário Geral da "Caritas Internationalis".

- Dr.. Raid SARGI, Presidente da Sociedade de S. Vicente de Paulo em Damasco (Síria).

- Sr.. Tommaso SPINELLI, Catequista do grupo dos adolescentes da Paróquia de Santa Melânia de Roma.

- Sr. Manoj SUNNY, diretor e jornalista, membro fundador do Movimento "Jesus Youth"; (India).

- Ir. Emili TURÚ ROFES, F.M.S. (Espanha), Superior General dos Irmãos Maristas das Escolas (Pequenos Irmãos de Maria).

- Pe. Emmanuel TYPAMM, C.M. (Camerun), Secretário Geral da "Confederação das Conferências dos Superiores Maiores da África e de Madagascar - CO.S.M.A.M.".

- Dra. Maria VOCE (Itália), Presidente do Movimento dos Focolares.

- Irmã Mary Lou WIRTZ, F.C.J.M. (Estados Unidos da América), Presidente da União - Internacional das Superioras Gerais - U.I.S.G.

JMJ: 25 anos depois

Rio de Janeiro (RV) -* Vinte cinco anos atrás a JMJ chegou à América Latina! Foi a primeira e a única até o momento atual. Depois desse tempo, ela retorna ao nosso continente, agora em nosso país, aqui no Rio de Janeiro.

Em 1987, o Papa viaja à Argentina e lá se realiza a II Jornada Mundial da Juventude, a primeira fora dos muros de Roma. O tema escolhido para aquele primeiro encontro foi: "Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor." (1Jo 4, 16) Em sua mensagem, o Beato João Paulo II recorda que a América Latina é o continente da esperança, onde se encontra o maior número de jovens. Lembra também da opção preferencial pelos jovens, proclamada em Puebla de los Ángeles, México. 

O grande objetivo daquela jornada era preparar os jovens, que são os adultos de hoje, para serem os apóstolos do novo milênio. O objetivo de todas as jornadas é permitir que os jovens experimentem o entusiasmo e a alegria do amor de Deus, que os convoca à unidade e à solidariedade. Vocês, jovens, estão no mundo, mas não são do mundo. Seus corações apontam para o céu. No entanto, isso não significa sectarismo ou exclusivismo. O fato de vocês se sentirem tocados por Deus e convidados a uma vida de maior entrega no amor significa que vocês são enviados para levar essa experiência aos outros. Esse é o tema da JMJ na América Latina 25 anos depois.

Jesus Cristo é nossa paz, veio trazer a unidade. Uniu dois mundos através do amor. A Cruz é o trono desde onde reina. E faz que céu e terra se toquem. Natural e sobrenatural. Imanente e transcendente (cf. Ef 2,14-15). É característica dos santos ser sumamente exigentes consigo mesmo, mas complacente com o outro. Sem compactuar com o pecado, é capaz de estender as mãos para levantar o irmão. Somente no encontro com Outro absoluto serei capaz de encontrar meu verdadeiro eu, e verei meus irmãos com o amor que é próprio do cristianismo. Nosso objetivo é criar pontes, pois muros já são muitos. Agora é a vez de o Brasil sediar no Rio de Janeiro a próxima Jornada. Estamos conscientes de que somos servidores para bem acolher essa experiência belíssima – de uma juventude que quer demonstrar suas preocupações com o presente e o futuro da humanidade. Após as semanas missionárias que ocorrerão pelo Brasil e que são da responsabilidade da nossa Conferência Episcopal organizar (CNBB), e com quem estamos em perfeita unidade, todos como irmãos em Cristo de diversas nacionalidades e etnias se dirigirão ao Rio de Janeiro, Santuário Mundial da Juventude em julho de 2013.

Já temos a logomarca, a oração e o hino oficiais. Milhares de voluntários já estão inscritos e muitos deles já servem à Jornada em seus países. Agora, alguns deles começam também a chegar ao Rio de Janeiro para permanecerem até agosto de 2013. As inscrições dos peregrinos recentemente abertas aumentam a cada dia. As casas, salões paroquiais, apartamentos, escolas, universidades, clubes de serviços estão se abrindo para acolher os jovens para a hospedagem e as catequeses. Agradeço aos bispos, padres, consagrados e leigos, especialmente aos jovens, pelo entusiasmo e alegria que demonstram nesta missão. A presença de tantos no Comitê Organizador local nos entusiasma e eleva o nosso coração a Deus para dar graças por tudo. A assistência continua do Pontifício Conselho para os Leigos, primeiro responsável pela Jornada, nos dá a garantia do caminho certo.

Contamos ainda com a disponibilidade dos governos federal, estadual e municipal para que, desempenhando as suas funções, possamos encontrar os caminhos melhores para bem recebermos a todos. Seja na semana missionária, seja durante os dias da JMJ Rio 2013. Também os demais poderes e serviços da nação, dos estados e municípios estão atentos para realizarmos a melhor jornada possível. As empresas que estão se associando para ajudar a Jornada estão sinalizando que acreditam na juventude e estão disponíveis para, juntamente com os jovens, construírem uma sociedade justa e solidária.

Além dos legados sociais, culturais, econômicos da Jornada temos certeza de que a melhor herança é mesmo o clima de confiança do jovem no amanhã, com valores pelos quais vale a pena trabalhar e lutar. Após 25 anos na Argentina, a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina! Agradeço a Deus por poder fazer parte dessa história e convoco todos os jovens para que se unam em torno dessa missão. Vamos juntos e unidos trabalhar para que a experiência de Deus no seguimento de Cristo nos uma a todos hoje e sempre.

O lema da Jornada da Juventude na Argentina está na primeira pessoa do plural. Quer significar que o encontro pessoal com Cristo nunca é uma experiência individualista. Ela nasce dentro de uma comunidade que reza e intercede por seus filhos. Todos sabemos que a experiência com Cristo nos leva a anunciá-Lo: “Ide e fazei discípulos”! Assim como os apóstolos uma vez tendo encontrado com Cristo O anunciaram ao mundo. A primeira Jornada na América Latina teve como tema o Deus amor, conhecido pelos jovens. Agora estes jovens são chamados a levar esse Amor de Deus ao mundo, fazendo discípulos entre as nações. Minha admiração por todos vocês que, entusiastas, se preparam para vir ao Rio de Janeiro. Meu agradecimento a todos da Região Metropolitana do Rio que se preparam para bem acolher os peregrinos. A Igreja toda intercede por vocês, jovens, para que possam viver no amor e na missão de fazer discípulos. 

Ao iniciarmos neste mês a Primavera no hemisfério sul, somos chamados a ser esse anúncio pascal de vida nova para todos: “juventude, primavera, esperança do amanhecer: venham, meus amigos, e sejam enviados como missionários”! Sejamos todos bem-vindos a esta bela e única experiência de vivermos juntos a JMJ Rio 2013!

*† Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Congregação para a Doutrina da Fé: Libertatis Nuntius

Instruções sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação
Por 
Cardeal Joseph Ratzinger e Arc. Alberto Bovone 


INTRODUÇÃO

O Evangelho de Jesus Cristo é mensagem de liberdade e força de libertação. Esta verdade essencial tornou-se, nos últimos anos, objeto da reflexão dos teólogos, com uma nova atenção que, em si mesma, é rica de promessas.

A libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões, de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade. Discernir com clareza o que é fundamental e o que faz parte das conseqüências é condição indispensável para uma reflexão teológica sobre a libertação.

Formação de Pregadores

RCC Amapá realiza Escola de formação de Pregadores.
Por Jefferson Souza


Macapá - (JS) - A Renovação Carismática Católica do Amapá, através do Ministério de Pregação, promover mais uma manhã da Escola Permanente de Formação de Pregadores. O encontro acontece simultaneamente com as formações dos ministérios de Intercessão, Oração Por Cura e Libertação, Música e Artes, bem como a assembleia extraordinária para coordenadores de grupo de oração e conselho estadual. A promação inicia as 8hs da manhã e prossegue até as 12hs do próximo domingo, 23/09, no Colégio Santa Bartolomea. A turma de pregadores aprofundará os temas do Módulo "Anuncia-me" e "Oratória Sacra" e participará de atividades avaliativas de pregação.

Programação:

08hs00 - Acolhimento
08hs30 - Oração Inicial
09hs15 - Partilha
09hs30 - 1° Ensino: Anúnciar com Prodígios
10hs00 - Intervalo
10hs20 - 2° Ensino: Anúnciar com Amor
10hs50 - Orientações para atividade
11hs00 - Video-aula Oratória Sacra I e II
11hs30 - Atividade: Pregação e avaliação

A Nova Evangelização começou com o Concílio Vaticano II

Bento XVI fala sobre nova evangelização à bispos.
Por L’Osservatore Romano

Vaticano - (L´OR)- «A nova evangelização teve início precisamente com o concílio, que o beato João XXIII via como um novo Pentecostes que teria feito florescer a Igreja na sua riqueza interior e no seu expandir-se maternalmente em todos os âmbitos da actividade humana». Afirmou Bento XVI ao receber em audiência na manhã de quinta-feira, 20 de Setembro, um grupo de prelados participantes no congresso promovido pelas Congregações para os Bispos e para as Igrejas Orientais.
Para o Papa «os efeitos daquele novo Pentecostes, não obstante as dificuldades dos tempos, prolongaram-se, alcançando a vida da Igreja em todas as suas expressões: da institucional à espiritual, da participação dos fiéis leigos na Igreja ao florescimento carismático e de santidade». Uma renovação que foi possível graças ao compromisso de tantos «bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, que tornaram belo o rosto da Igreja no nosso tempo».
Esta «herança» é hoje confiada a toda a Igreja: de facto a evangelização - explicou o Pontífice - «não é obra de alguns peritos, mas de todo o povo de Deus, sob a guia dos pastores». Aos quais compete em especial a tarefa de apresentar «os conteúdos essenciais da fé, de modo sistemático e orgânico, para responder também às interrogações que o nosso mundo tecnológico e globalizado nos apresenta». Uma missão que exige dos bispos «o exemplo de uma vida vivida no abandono confiante a Deus», porque – recordou o Papa – não se pode estar ao serviço dos homens, sem ser primeiro servos de Deus».

Novas tecnologias, novas relações na Vida Consagrada

Igreja prioriza a formação de seus agentes no campo da comunicação
Por News Va

São Paulo (RV) - “Novas Tecnologias, Novas relações na Vida Consagrada.” Este é o tema do Seminário de Comunicação que pretende reunir cerca de 300 consagrados e consagradas jovens, formadores, estudantes de Teologia e Filosofia (junioristas), Superiores Maiores e Coordenadores de Comunidade, na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), em São Paulo (SP), de 1º a 4 de novembro próximo. O evento é uma organização da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De acordo com o Presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, a Igreja prioriza a formação de seus agentes no campo da comunicação. “A Santa Sé tem se preocupado muito com a questão da comunicação. É fundamental que a Igreja e em especial a Vida Religiosa consagrada estejam conectadas para que o nosso anúncio seja cada vez mais abrangente, eficaz e inteligível para as novas gerações”, afirmou.

Na avaliação da presidente da CRB, Irmã Márian Ambrosio, a realização de eventos como esse denota o empenho em responder às necessidades e anseios da Vida Religiosa. “Buscar caminhos de comunicação que nos aproximem da linguagem da juventude e, acentuo ainda, o da agilidade dos serviços. Aprender a usar todo o potencial positivo que os meios de comunicação colocam a nosso dispor significa responder, muito brevemente, aos grandes gritos com os quais Deus interpela a vida religiosa, hoje.”

O Seminário contará com a assessoria de estudiosos, mestres e doutores na área da comunicação. De acordo com a organização, este seminário tem como público alvo Religiosos e Religiosas Consagrados e Consagradas de votos perpétuos, os formandos de votos simples, estudantes da Filosofia e Teologia. 

Para a CRB, essa presença diversificada deve enriquecer o debate e as reflexões, ajudando a vida religiosa a buscar pistas e encontrar respostas para os desafios que as novas tecnologias de informação apresentam.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de outubro através do site crbnacional.org.br

Voz do Pastor: Três jovens

Reflexôes de Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá
Macapá - (PASCOM) Três jovens africanos foram colocados na grande cabana das reuniões. O Chefe da tribo estava sentado no fundo e aos seus lados estavam os velhos guerreiros. O ancião tomou a palavra e disse:
- Por seis dias vocês ficaram na floresta. Foram testados para ver se têm capacidade de se defender dos mil perigos que a mata esconde. Voltaram sãos e salvos, mas ainda não basta para serem julgados verdadeiros guerreiros. O que fizeram para merecer este título?
- No meio do silêncio, os três jovens contaram os seus feitos. Um havia matado uma onça, o outro, lutado contra uma cobra grande.
- E você, Mamadu, o que fez? – perguntou o Chefe.
- Peguei uma vasilha de mel das abelhas selvagens – respondeu baixinho Mamadu.
Os jovens riram. Roubar mel das abelhas era só questão de paciência, talvez um pouco de audácia, mas não era uma façanha digna de um guerreiro.
- Por que você tirou o mel das abelhas e não foi caçar algum animal feroz? – perguntou o Chefe.
- O senhor sabe que os meus pais são velhos e doentes; devo cuidar deles, não podia deixá-los sem comida. Levei o mel para eles.
O Chefe levantou-se. Estendeu a lança de guerreiro para Mamadu e disse:
- Tome-a, é sua.  Entre todos, você é o mais digno dela. Antes de ser um caçador, um homem deve ser homem. Só há uma maneira para saber se ele o é realmente: quando coloca acima de qualquer coisa o respeito e o amor pelos seus pais.
            Com certeza o Mamadu da história não foi um covarde. Talvez tivesse precisado lutar, e muito, contra a sua própria ambição de querer ser o primeiro de todos, por causa de algum gesto arriscado e destemido. No entanto a voz da responsabilidade e do amor com os próprios pais havia falado mais forte. Antes de obedecer ao seu orgulho, deu ouvido ao seu coração. Também para isso precisa muita coragem.
            O evangelho de Marcos, deste domingo, não esconde a dificuldade dos apóstolos em compreender as palavras de Jesus, quando falava da sua paixão e morte. O desfecho de sua vida, não ia ser um triunfo com a derrota de seus inimigos e a tomada do poder. Jesus, revelação de um Deus-Amor, Pai de todos, não podia ter “inimigos” para vencer e humilhar. Ao contrário, estava pronto a doar a sua vida para libertar a humanidade inteira ainda iludida pelo antigo Adversário.  Somente fazendo-se o último de todos, obediente e humilde até a morte de cruz (cf. Fl 2,8), podia nos libertar dos falsos ídolos do poder, da força e da dominação.
No entanto os apóstolos continuavam imaginando um reino deste mundo, onde os mais importantes ocupam os primeiros lugares. Para Jesus, porém, primeiro mesmo será aquele que se faz último porque está disposto a servir a todos. E ele deu o exemplo.
            Estamos falando de teorias ou de vida cotidiana?  Estamos neste mundo ou viajando em outras galáxias? É difícil para todos pensar e projetar a nossa própria vida como um serviço aos outros. Todos escondemos, dentro de nós e mais ou menos bem, um grande desejo de poder, de aparecer, de ser reconhecidos como os melhores. Os primeiros, enfim, com mais ninguém acima de nós. Ser os últimos? Nem pensar! Para servir os outros? Os outros é que terão que nos obedecer. Isto se pensa, mas, obviamente, nunca se diz. Os discursos sempre são outros. Ninguém quer admitir a própria ambição e a própria sede de poder.
Estamos na reta final de mais uma campanha eleitoral. Quantos candidatos se apresentam como servidores do povo,  declarando-se dispostos a tudo para o bem de todos. Estamos livres de confiar, mas temos direito de duvidar, sobretudo quando são feitas campanhas milionárias. Se ganharem o cargo pleiteado, com certeza o salário dos quatro anos não cobrirá nem de longe os gastos feitos. Devemos acreditar que estão gastando do seu bolso para poder depois, se forem eleitos, servir ao povo com honestidade e desprendimento? Quando a esmola é muito grande, dizem, até o Santo desconfia. Com a dinheirama gasta nas campanhas talvez se pudessem consertar, já, algumas coisas que não funcionam tão bem.
Voltando à historinha, o povo precisa do “mel” de cada dia; quer que funcionem as escolas, os hospitais, a energia, a água, os transportes, a habitação, a segurança pública. Esta é a verdadeira luta urgente e a verdadeira vitória que faz sorrir de alegria os pequenos e os pobres.
Se os outros acharem pouco tudo isso, podem rir do “mel” e continuar a caçar onças e cobras. O Chefe, porém, deu a lança de guerreiro a Mamadu. E o povo a quem a daria?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Campanha da Fraternidade 2013 será apresentada em Natal

A Campanha tem um forte poder de evangelização
Por Rádio Vaticano
 
Natal (RV) - A programação de lançamento nacional da próxima Campanha da Fraternidade (CF), cuja temática será juventude, está definida. O planejamento foi feito durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, em Natal (RN). A próxima edição da CF, em 2013, celebra os 50 anos da criação da iniciativa. Ao abrir a reunião, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da Arquidiocese de Natal em sediar o lançamento da CF 2013.

“Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo. O Assessor da CF da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Luiz Carlos lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade.

“A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da CNBB. Para o lançamento, ficou definida uma visita ao Município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013; ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.

Segundo o Padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva. Também participaram da reunião o Assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, Padre Carlos Sávio Ribeiro; o bispo referencial para a juventude no Regional Nordeste 2, Dom Bernardino Marchió; o bispo referencial para Campanhas para o Regional Nordeste 2, Dom Francisco Lucena; além das coordenações de Campanhas do Regional e a coordenação arquidiocesana do Setor Juventude.

Origem da CF

A primeira Campanha foi realizada na Arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico, Dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da Arquidiocese. A comunidade rural Timbó, no Município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez. O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do Administrador Apostólico da Arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty.

Dizia, então, Dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”. A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB criou a Campanha da Fraternidade. (SP – CNBB)

A questão de Deus no continente digital

“o Papa está plenamente consciente dos limites das novas tecnologias"
Por Radio Vaticano 
 
Cidade do Vaticano – A questão de Deus no continente digital. Este é o título de um artigo publicado na edição desta quinta-feira do jornal vaticano L’Osservatore Romano pelo Presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli.

Segundo ele, a nova evangelização, tema do próximo Sínodo dos Bispos, deve passar pelo debate sobre Deus no “mundo digital”.

“Estamos perante uma cultura – e o magistério pontifício fala precisamente de uma ‘cultura digital’ - que é originada pelas novas tecnologias comunicativas e que constitui um grande desafio para a comunidade eclesial”, escreve Dom Celli.

O arcebispo italiano lembra que o Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) da 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, marcada para outubro, no Vaticano, dedica quatro parágrafos (59-62) ao tema dos meios de comunicação no contexto da nova evangelização, com um título ‘As novas fronteiras do cenário comunicativo’.

Segundo o Presidente do Pontifício Conselho, “o Papa está plenamente consciente dos limites das novas tecnologias e de algumas influências negativas que elas exercem especialmente no mundo juvenil, mas não as teme”.

“É necessário reafirmar que chegou o momento também de continuar a preparar cominhos que conduzam à Palavra de Deus, sem deixar de dedicar uma atenção especial a quem se encontra na condição de busca, aliás procurando mantê-la viva como primeiro passo da evangelização”, acrescenta Dom Celli.

O Instrumento de Trabalho do próximo Sínodo sublinha as “enormes possibilidades” e os “grandes desafios” que as novas tecnologias da comunicação colocam à Igreja Católica.

“Não há lugar no mundo de hoje que não possa ser alcançado e, por isso, não estar sujeito à influência da cultura mediática e digital, que progressivamente se estrutura como o ‘lugar’ da vida pública e da experiência social”, refere o texto.

“É pedida aos cristãos a audácia de frequentar estes ‘novos areópagos’, aprendendo a dar uma valorização evangélica, encontrando os instrumentos e os métodos para tornar audível também nestes lugares”, acrescenta o documento, disponível em oito línguas, incluindo o português, através da página do Vaticano na internet (vatican.va).

A próxima assembleia sinodal, de 7 e 28 de outubro, é dedicada ao tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’.
(BF-Ecclesia)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Papa sobre a viagem ao Líbano: "Sinal profético de paz"

“Foi um evento eclesial comovente”, disse o Papa
Por Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano – A viagem apostólica ao Líbano foi o tema tratado pelo Santo Padre na Audiência Geral desta quarta-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano.
“Foi um evento eclesial comovente”, disse o Papa, e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo num país complexo, mas emblemático para toda a região.

Diante dos sofrimentos e dos dramas, Bento XVI transmitiu sua solidariedade, levando uma mensagem de encorajamento e de paz. De modo especial, o Pontífice falou da Síria, onde o conflito já causou milhares de mortos e refugiados, e do Iraque, que ainda vive uma difícil situação.

O Papa dirigiu um agradecimento especial às autoridades civis e eclesiásticas do Líbano, e pelo acolhimento que lhe foi reservado, inclusive por outras comunidades religiosas. “Os muçulmanos me acolherem com grande respeito e sincera consideração. Parece que chegou a hora de dar juntos um testemunho sincero e decidido contra as divisões, a violência e as guerras”, afirmou. 

Após recordar os momentos marcantes da viagem, Bento XVI concluiu afirmando que os dias transcorridos no Líbano foram uma estupenda manifestação de fé e de intensa religiosidade e um sinal profético de paz. 

“Faço votos que as várias mensagens de paz e de estima que deixei possam ajudar os governantes da região a realizar passos decisivos rumo à paz e a uma melhor compreensão das relações entre muçulmanos e cristãos. À intercessão de Maria confio os frutos desta visita pastoral, como também os propósitos de bem e as justas aspirações de todo o Oriente Médio.” 

Eis o que o Papa falou dessa viagem ao Líbano aos peregrinos e fiéis de língua portuguesa, seguido de sua saudação: 

“Amados irmãos e irmãs, durante a minha recente Visita ao Líbano, a multidão dos crentes teve oportunidade de reflectir, dialogar e sobretudo rezar juntos – guardo no coração o entusiasmo de milhares de jovens libaneses e dos países vizinhos –, renovando o seu compromisso de fundar a própria vida em Cristo, permanecer ancorados no Evangelho e caminhar unidos na Igreja. Como roteiro para o caminho, deixei-lhes a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente, cuja entrega constituía o objectivo principal da minha viagem. Sabendo dos sofrimentos e dramas que se vivem naquela Região, quis assegurar a minha solidariedade e o meu apoio às legítimas aspirações daquelas amadas populações, com uma mensagem de encorajamento e de paz; a mesma que o Senhor ressuscitado deixou aos seus discípulos, sintetizada nestas palavras: «Dou-vos a minha paz». Parece-me ter chegado o momento de todos – católicos, membros das outras Igrejas e comunidades eclesiais e das diversas comunidades muçulmanas – darem juntos um testemunho sincero e decidido contra as divisões e a guerra.
Queridos amigos e irmãos de língua portuguesa, que hoje participais neste Encontro com o Sucessor de Pedro: Obrigado pela vossa presença! A todos saúdo, especialmente aos grupos brasileiros de São Paulo, confiando às vossas orações o «pequenino rebanho» dos cristãos do Oriente Médio, para que permaneçam fiéis aos compromissos assumidos e que são também os vossos. Para vós e vossas famílias, a minha Bênção!”