quarta-feira, 25 de julho de 2012

Reflexôes Espirituais: Um menino, cinco pães e dois peixes

Por Dom Alberto Taveira Corrêa - Arcebispo Metropolitano de Belém

A Igreja reza pedindo que Deus redobre – “multiplique” – seu amor para conosco, para que, conduzidos por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. A administração dos bens sempre foi um desafio para a humanidade, tanto que os sistemas econômicos, a partir de visões diferentes, se alternam ou se complementam, numa busca incansável das respostas adequadas às necessidades humanas. No Evangelho, Jesus se ocupa, em seus ensinamentos, parábolas ou milagres, do tema dos bens a serem cuidados pela humanidade.

O fato da multiplicação de pães e peixes, milagre realizado por Jesus e narrado pelos quatro evangelistas, é carregado de ensinamentos, fonte inesgotável para a vida cristã em todos os tempos. São João no-lo descreve com grande riqueza de detalhes (Jo 6,1-15), reportando no mesmo capítulo em que o descreve como um dos “sinais”, o discurso a respeito do Pão da Vida, no qual o Senhor confronta seus próprios discípulos com a escolha decisiva que também orientará a vida de todos os homens e mulheres que viessem a acolher a Boa Notícia do Evangelho, no correr dos séculos. De forma muito clara, abre ainda as mentes e os corações para o milagre cotidiano, com o qual o Senhor se faz presente na Eucaristia.

Dentre tantas riquezas da Multiplicação de Pães, podemos voltar os olhos para aquele menino que ofereceu a “contrapartida” para que o Senhor realizasse o milagre. As crianças nem eram contadas, tanto que o número de cinco mil homens pode ser multiplicado, pelas mulheres e crianças certamente presentes ao episódio da multiplicação. Jesus acolhe quem nem mesmo vale para a sociedade de seu tempo, recolhe o pouco que pode ser oferecido e multiplica. O cristianismo aprendeu desde cedo com o seu Senhor e Mestre a verdade da partilha, ponto de partida para a intervenção da graça, que efetivamente multiplica o que se pode oferecer, do menor ao maior, para chegar a todos, que podem entrar cada dia numa igreja, ter os olhos voltados para o altar e ali aprenderem a lição perene da multiplicação.

Muitas vezes cantamos “sabes, Senhor, o que temos é tão pouco para dar, mas este pouco nós queremos com os irmãos compartilhar”. As desculpas são muitas, pois um não possui nem mesmo moedas, outro não tem ideias, aquele não tem coragem e a muitos falta a criatividade ou a iniciativa. O apelo suscitado pelo Evangelho é a uma mudança que se pode chamar “cultural”. A cultura cristã tem a marca do “dar” e do “receber”, capacidade de oferecer o que se tem de melhor, mesmo que sejam os pães e os peixes do menino, as duas moedas da viúva pobre, o óleo perfumado da mulher pecadora ou a vida daqueles doze homens chamados por Jesus para começar tudo. Lições de Economia, Administração, Matemática! Voltemos à velha “tabuada”.

Tabuada de um! Para Deus vale o que você tem. Uma é a vida a ser oferecida. A chance que lhe é oferecida é irrepetível. Você pode gastá-la para ser feliz, olhando para Deus, que só sabe amar e oferecer-se neste amor infinito. Houve um homem, bem conhecido meu, aliás, meu pai, discreto e silencioso, tímido, mas do qual soubemos, após sua morte, ter dado bolsas de estudo a muitas pessoas pobres. O que fez com a mão direita, nem a esquerda soube, mas Deus fez aparecerem os testemunhos, quando já tinha sido chamado para junto dele.

Tabuada de dois! Olhe ao seu redor, pois é sempre possível compartilhar e ao mesmo tempo receber muito dos outros. Pertinho de você existem pessoas amigas, há ouvidos abertos para escutar e ao mesmo tempo gente que espera uma palavra que pode ser a sua. Comece no diálogo com a pessoa que se assenta ao seu lado num transporte coletivo, ou quem está perto numa das muitas filas a serem enfrentadas. Ofereça escuta, gestos, atenção, bens materiais. Saiba receber com humildade e simplicidade. E vale a pena lembrar que bastam dois reunidos em nome de Jesus, que se amem mutuamente, para que Ele esteja presente.

Tabuada de cinco! Os dons de Deus são irrevogáveis e infinitamente desproporcionais às nossas capacidades e eventualmente pequenas ofertas. Basta verificar a quantidade de obras sociais nascidas do Evangelho no coração da Igreja, para ver o quanto os meios pobres, mas bem administrados, são orvalhados pela graça. Quantos são os filhos sem nome ou sem genitores conhecidos que foram acolhidos. E a presença no campo da educação! Escute o que têm a dizer as muitas iniciativas de caridade. Conheça o que faz a Cáritas Arquidiocesana de Belém, abra seus olhos para ver que nossa pobreza se faz riqueza, para que o que tem muito não tenha sobra e o que tem pouco não tenha falta. Onde houver um cristão de verdade, esteja presente o milagre da multiplicação! Um, dois, cinco, mil. Uma contabilidade nova! As contas de Deus serão sempre maiores, porque são do tamanho da eternidade.

Paróquias do Brasil viram alvo de golpistas

Por CNBB

O Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS), órgão vinculado à CNBB e responsável pelo Anuário Católico do Brasil, divulgou nota conjunta com a empresa Promocat Marketing Integrado sobre a cobrança indevida de serviços junto a paróquias de todo o país. A empresa, que é a única autorizada a realizar o Censo Anual da Igreja Católica do Brasil, esclarece que não está executando cobrança em cartório de nenhuma paróquia ou outra entidade da Igreja no Brasil.
“Assim como ocorreu em outra ocasião, empresas não autorizadas que se passam por cartório de títulos e protestos, estão ligando para as paróquias, dioceses e casas religiosas que constam no Anuário Católico dizendo que as mesmas estão em débito com o CERIS por terem adquirido o Anuário, e que tais débitos se não pagos imediatamente, serão protestados. Esta ação criminosa trata-se de golpe aplicado por empresas e pessoas más intencionadas com o único objetivo de ludibriar as pessoas relacionadas no Anuário”.
A seguir, a íntegra da nota publicada pelas entidades.
NOTA DO CERIS E DA PROMOCAT SOBRE COBRANÇA INDEVIDA DO ANUÁRIO CATÓLICO
O CERIS – Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, órgão oficial da Igreja responsável pelo Anuário Católico do Brasil e a Promocat Marketing Integrado, única empresa autorizada pelo CERIS e pela CNBB para a realização do Censo Anual da Igreja Católica do Brasil e para a publicação do Anuário, vem esclarecer que não estão executando cobrança em cartório de nenhuma paróquia ou outra entidade da Igreja no Brasil.
Assim como ocorreu em outra ocasião, empresas não autorizadas que se passam por cartório de títulos e protestos, estão ligando para as paróquias, dioceses e casas religiosas que constam no Anuário Católico dizendo que as mesmas estão em débito com o CERIS por terem adquirido o Anuário, e que tais débitos se não pagos imediatamente, serão protestados. Esta ação criminosa trata-se de golpe aplicado por empresas e pessoas más intencionadas com o único objetivo de ludibriar as pessoas relacionadas no Anuário.
O CERIS e a Promocat esclarecem ainda que não cobram, em hipótese alguma, pela publicação dos dados oficiais da Igreja publicados no Anuário. Tal publicação é gratuita e tem como base o Censo Oficial da Igreja no Brasil. Somente a venda do livro impresso - “Anuário Católico” - é cobrado de quem o adquire.
Nesse sentido, reafirmamos que selamos o compromisso de seriedade e o zelo para com o Censo da Igreja, além de confirmar que não existem protestos de nenhuma razão relacionados ao Anuário Católico do Brasil e não há empresas autorizadas a falar em nome do CERIS ou da Promocat. Aproveitamos para pedir que divulguem essa nota para evitar que pessoas de bem, caiam no golpe que estão tentando aplicar.
Desse modo, quando alguém ligar em sua paróquia, comunidade ou diocese, imediatamente desligue o telefone, e entre em contato conosco.
Na unidade da Igreja,
CERIS / Promocat

Mensagem para o Dia Mundial do Turismo: tutelar ambiente e recursos energéticos

Por Rádio Vaticano
 
Celebra-se, em 27 de setembro próximo, o Dia Mundial do Turismo, cuja edição deste ano tem como tema "Turismo e sustentabilidade energética: propulsores de desenvolvimento sustentável". Para a ocasião, o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes publicou nesta terça-feira uma mensagem assinada pelo presidente e pelo secretário do dicastério, respectivamente, Cardeal Antonio Maria Vegliò e Dom Joseph Kalathiparambil.

Promovida pela Organização Mundial do Turismo, a Santa Sé aderiu à iniciativa desde a sua primeira edição, em 1979, considerando-a uma oportunidade para dialogar com o mundo civil, oferecendo a sua concreta contribuição baseada no Evangelho, e vendo-a também como uma ocasião para sensibilizar toda a Igreja sobre a importância que o turismo tem em nível econômico e social e, particularmente, no contexto da nova evangelização.

A mensagem reflete sobre o tema deste ano que está em consonância – se afirma – com o presente "Ano internacional da energia sustentável para todos", promulgado pela ONU com o objetivo de evidenciar "a necessidade, para assegurar um desenvolvimento sustentável, de melhorar o acesso aos serviços energéticos e a fontes de energias confiáveis, de custo razoável, economicamente válidos, socialmente aceitáveis e ecologicamente racionais".

O turismo, atividade humana em aumento exponencial, deve também ele levar em consideração o impacto ambiental, devido ao consumo desmedido de recursos energéticos, ao aumento da poluição e do lixo.

Por isso – afirma a mensagem –, o turismo tem um papel fundamental para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e a sustentabilidade ambiental é um desses objetivos.

No mundo – lê-se ainda no documento – não "existe uma quantidade ilimitada de energia e de recursos a serem utilizados": não é possível que "a sua regeneração se dê no imediato ou que os efeitos negativos das manipulações da ordem natural possam ser facilmente eliminados".

À luz dessas finalidades, o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes deseja oferecer a sua contribuição partindo da convicção de que "a Igreja – como afirma Bento XVI na encíclica Caritas in veritate – tem uma responsabilidade pela criação e também em público deve fazer valer essa responsabilidade".

O desenvolvimento – se ressalta – não pode reduzir-se a simples parâmetros técnicos, políticos ou econômicos, mas deve ser acompanhado de algumas orientações éticas adequadas, que ressaltam o fato que todo crescimento deve estar sempre a serviço do ser humano e do bem comum.

Em seguida, a mensagem recorda as palavras do Papa endereçadas ao VII Congresso Mundial de Pastoral do Turismo, celebrado em abril passado em Cancún, no México, que ressaltam a importância de "iluminar esse fenômeno com a doutrina social da Igreja, promovendo uma cultura do turismo ético e responsável, de modo que consiga ser respeitoso da dignidade das pessoas e dos povos, acessível a todos, justo, sustentável e ecológico".

Citando a referida encíclica de Bento XVI, a mensagem afirma que tudo isso pode ser obtido com "uma efetiva mudança de mentalidade que nos induza a adotar novos estilos de vida"; uma conversão da mente e do coração, que "deve permitir alcançar rapidamente uma arte de viver juntos, que respeite a aliança entre o homem e a natureza".

Muitas vezes, o ser propenso a uma sociedade consumista e hedonista, acaba por ser indiferente aos danos que derivam de tais atitudes.

Diante dessa realidade, a tutela do ambiente constitui um desafio para toda a humanidade, um verdadeiro dever de respeitar um bem comum.

A mensagem se conclui com as palavras endereçadas por Bento XVI ao referido Congresso de Cancún:

"A nova evangelização, à qual todos somos chamados, nos pede que utilizemos as numerosas ocasiões – que o fenômeno do turismo nos oferece – para apresentar Cristo como resposta suprema às interrogações do homem de hoje."

I Congresso Internacional sobre a Nova Evangelização


Polônia sediará evento inspirada no Beato João Paulo II
Por Rádio Vaticano

Vai se realizar no próximo sábado, dia 28, na cidadezinha polonesa de Kostrzyn, o I Congresso Internacional sobre a Nova Evangelização, do qual participarão, dentre outros, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella; o presidente da Conferência Episcopal Polonesa, Dom Jozef Michalik; e o arcebispo de Varsóvia, Cardeal Kazimierz Nycz.


Cerca de mil e duzentos membros de várias associações e movimentos engajados no campo da evangelização participarão do encontro. Segundo a agência Sir, nos numerosos debates se fará uma avaliação sobre os diversos âmbitos da obra evangelizadora e sobre a situação atual da Igreja polonesa, inclusive do ponto de vista sociológico.

O Congresso de Kostrzyn se anuncia como um grande evento de uma série de iniciativas. Nesse sentido, revestem-se de particular significado as peregrinações do verão europeu feitas por grupos de fiéis que visitam o Santuário mariano de Czestochowa.

"Queremos, desse modo, responder ao apelo de João Paulo II, que nos convidou a participar da obra da nova evangelização", disse o arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, anunciando a peregrinação de mais de dez mil habitantes de Cracóvia ao famoso santuário mariano.
"Através da fé, os homens e as mulheres de todas as idades, cujo nome está inscrito no livro da vida, declararam que é belo seguir o Senhor Jesus onde somos chamados a dar testemunho cristão." 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Nomeado novo vice-camarlengo no Vaticano


Dom Celata

Papa Bento XVI nomeia  dom Pier Luigi Celata para nova função.
Por Zenit
O papa Bento XVI nomeou como vice-camarlengo da Santa Romana Igreja o arcebispo de Doclea, dom Pier Luigi Celata.
Dom Celata nasceu em 1937 em Pitigliano, na Itália. Foi ordenado sacerdote no dia 8 de outubro de 1961 e nomeado arcebispo titular de Doclea em 12 de dezembro de 1985. No mesmo dia, foi nomeado núncio em Malta.
Celata foi núncio tambémem San Marino, na Eslovênia, na Turquia, no Turcomenistão, na Bélgica e em Luxemburgo.
Em 14 de novembro de 2002, foi nomeado secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, cargo do qual se aposentou em 2012.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dia internacional da Juventude movimenta os jovens do Cone Sul

Comissão para juventude CNBB organiza o Gesto Comum
Por Zenit


O Dia Internacional da Juventude constituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) movimentará os jovens do Cone Sul.
A Comissão para juventude CNBB convida a todos os jovens dos países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) a fazer um Gesto Comum em favor da vida da juventude, de 5 a 12 de agosto - Dia Internacional da Juventude- . A iniciativa é das pastorais juvenis dos cinco países e acontece desde1997 acada dois anos. 
O Dia Internacional da Juventude – 12 de agosto - foi decretado em 1999 pela ONU fruto da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens em Lisboa.
“Muitos dos mais de um bilhão de jovens do mundo não têm a educação, a liberdade e as oportunidades que merecem, afirma a mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na comemoração do Dia Internacional da Juventude 2010-2011. “No entanto, apesar dessas limitações – e, em alguns casos, por causa delas – jovens estão se mobilizando em grande número para construir um futuro melhor”.
O Gesto Comum 2012 que comemora o Dia Internacional da Juventude será dividido em três momentos. O primeiro será de 5 a10 de agosto. A sugestão é que cada grupo jovem de cada expressão que trabalha com o mundo juvenil possa realizar seminários, debates, caminhadas, atos públicos, visitas em lugares que a vida do jovem é violentada (como prisões, abrigos para dependentes químicos e alcoólicos, espaços nas ruas onde os jovens vivem). Também são sugeridas celebrações, rodas de conversa com os jovens ou o que mais o grupo considerar interessante para vivenciar e refletir sobre a defesa da vida da juventude.
O segundo momento acontecerá no sábado, 11 de agosto. A proposta é que todos os grupos das diferentes pastorais, novas comunidades, congregações, movimentos e outras organizações realizem, a partir das 19h uma grande celebração pela vida. O momento pode ser uma celebração eucarística ou outra oração, como o ofício divino. 
A conclusão será com um dia de lazer, em que a juventude possa celebrar a vida também a partir do esporte, da cultura e da arte. Podem ser feitos torneios esportivos, gincanas, apresentações culturais, saraus, etc.
Todos os grupos são convidados a compartilhar a vivência do gesto comum nas redes sociais para mostrar a mobilização e o protagonismo juvenil.
A Coordenação Nacional de Pastoral Juvenil, formada por 10 jovens coordenadores de pastorais, novas comunidades, movimentos e congregações que trabalham com juventude, é, desde 2011, o espaço de articulação e construção do Gesto Comum. A coordenação faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

México celebra 10º aniversário de canonização de São Juan Diego


Imagem de S. Juan venerada no Mexico

Homenagens ao indígena vidente da Virgem do Guadalupe 
Por acidigital

O próximo 31 de julho a Igreja do México celebrará o 10º aniversário da canonização de São Juan Diego de Cuauhtlatoatzin, o indígena vidente da Virgem do Guadalupe em 1531. Para recordar a primeira década da canonização de S. Juan Diego, feita pelo Beato João Paulo II, estão programaram diversos eventos que serão presididos pelo Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera.

Segundo indica o Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), as celebrações terão início às 10h  com uma comemoração a São Juan Diego na esplanada da Antiga Paróquia de Índios, onde seu corpo está enterrado. Ao meio dia, o Cardeal oficiará uma Missa na Basílica do Guadalupe e pela tarde, de 3 a 7 p.m., continuará a celebração na Antiga Capela de Índios.


O Beato João Paulo II canonizou o índio Juan Diego, durante sua quinta e última visita ao México, em uma Eucaristia que presidiu no dia 31 de julho de 2002 na Basílica de Guadalupe. Na ocasião o Papa pediu que o santo sempre acompanhasse a Igreja peregrina no México, "para que seja cada dia mais evangelizadora e missionária".



"Alenta os bispos, sustenta os sacerdotes, suscita novas e santas vocações, ajuda todos os que entregam sua vida à causa de Cristo e à extensão de seu Reino", pediu João Paulo II ao santo mexicano.



Ícone de S. Juan Diego
Breve biografia de São Juan Diego
Nasceu em 1474 em  Cuauhtitlán, México, recebendo o nome de Cuauhtlatoatzin, que quer dizer "o que fala como águia". Pertenceu à classe mais baixa do Império Asteca, sem chegar a ser escravo.
Entre 1524 e 1525 se converteu ao cristianismo e foi batizado junto à sua esposa. Recebeu o nome de Juan Diego e ela o de María Luzia. Antes de sua conversão já era um homem muito piedoso e de caráter místico.
Logo depois da morte de sua esposa, em 1529, foi se viver com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, a 14 quilômetros da igreja de Tenochtitlán. Em uma de suas caminhadas a Tenochtitlán ocorreu a primeira aparição da Virgem do Guadalupe. Ele tinha 57 anos.
Logo após o milagre Juan Diego foi viver em um pequeno quarto junto à capela que alojava a Santa imagem após deixar todos os seus pertences ao seu tio e passou o resto de sua vida difundindo o relato das aparições entre os membros do seu povo.
Ele morreu aos 74 anos no dia 30 de maio de 1548.

Baixe os vídeos institucionais da RCC Brasil


SEDE NACIONAL: UM SONHO VINDO DO CORAÇÃO DE DEUS





Durante os cinco dias de evento em Foz do Iguaçu/PR, Encontro Mundial de Jovens e XXX Congresso Nacional, muitos vídeos foram apresentados.
Você que esteve nos eventos, pode assisti-los, baixá-los e dividir com seus irmãos de caminhada um pouco daquilo que você viveu nos encontros. E você que não pode estar presente, tem a oportunidade de viver um pouco do que foi apresentado.
Para baixar os videos clique aqui.

Universidade do Peru está sem título de "pontifícia" e "católica"

Foto: Divulgação
Modificações em seus Estatutos foram os motivos a perca de títulos.
Por Rádio Vaticana

A Sala de Imprensa do Vaticano divulgou na manhã deste sábado, 21, um comunicado no qual informa que a Santa Sé retirou os títulos de “Pontifícia” e “Católica” do nome da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP).

No documento lê-se que “a Santa Sé, através de Decreto do Secretario de Estado, com base em específico mandato Pontifício, decidiu conforme a legislação canônica retirar da Pontifícia Universidade Católica do Peru o direito de usar em sua denominação os títulos de “Pontifícia” e de “Católica”.


A mencionada Universidade, fundada em 1917 e erigida canonicamente com Decreto da Santa Sé em 1942, a partir de 1967 modificou unilateralmente seus Estatutos em diversas ocasiões prejudicando seriamente os interesses da Igreja.


A partir de 1990 - continua a nota –, a Santa Sé solicitou, em várias ocasiões, à Universidade que adequasse seus Estatutos à Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae (15 de agosto de 1990), sem que a mesma tenha respondido a essa exigência legal.


Após a Visita Canônica realizada em dezembro de 2011 e o encontro do Reitor com o Secretário de Estado em fevereiro de 2012, teve lugar uma ulterior tentativa de diálogo em vista de adequar os Estatutos à lei da Igreja.


Recentemente, através de duas cartas dirigidas ao Secretário de Estado - continua a nota da Sala de Imprensa da Santa Sé -, o Reitor manifestou a impossibilidade de realizar o quando se pedia, condicionando a modificação dos Estatutos à renúncia, por parte da Arquidiocese de Lima, ao controle da gestão dos bens da Universidade.


A participação da Arquidiocese de Lima no controle da gestão patrimonial dessa entidade foi confirmada em várias ocasiões com sentenças dos Tribunais civis do Peru.


Diante dessa atitude por parte da Universidade, confirmada além do mais por outras iniciativas, a Santa Sé se viu obrigada a adotar as mencionadas medidas, ratificando em todo caso o dever que a mesma Universidade tem de observar a legislação canônica.
A Santa Sé seguirá atentamente a evolução da situação dessa Universidade, desejando que num futuro próximo, as Autoridades acadêmicas competentes reconsiderem sua posição com a finalidade de poder revisar as atuais medidas. A renovação solicitada pela Santa Sé – finaliza a nota - fará com que a Universidade responda com mais eficácia à tarefa de levar a mensagem de Cristo ao Homem, à Sociedade e às Culturas, segundo a missão da Igreja no mundo. (SP)



sábado, 21 de julho de 2012

Voz do Pastor: Três barras de chocolate

Dom Pedro Conti
A partir desta semana o blog do Jefferson Souza publicará o artigo dominical do bispo diocesano de Macapá, Dom Pedro José Conti, com a coluna VOZ DO PASTOR.



- Se quiser entrar na nossa gangue deve fazer o que eu mando – falou o chefe do grupo.
Alex queria muito fazer parte da turma, mas estava com medo: nunca havia roubado antes.
– Existe sempre uma primeira vez. – insistiu o chefe – Você não tem escolha.
- O plano é este: – explicou o vice – Nós vamos distrair o velho e você esconde o chocolate no bolso, simples! Se não o fizer é porque você é um covarde medroso.
- Não sou, não – respondeu Alex – vamos lá!
Os três entraram na mercearia onde o velho dono vendia de tudo. O chefe e o vice começaram a olhar as diversas mercadorias, depois perguntaram o quanto custava o tal caderno, a tal caneta e assim por adiante. Do outro lado da mercearia Alex já podia fazer desaparecer algumas barras de chocolate e encher os bolsos. Antes de sair, pagaram o caderno e ainda ganharam umas gomas para mastigar, que o velho dono dava a todas as crianças. Já de fora, correram para se esconder e comer em paz o fruto do golpe.
– Agora você é um dos nossos – proclamou o chefe.
Na manhã seguinte, quando saiu da escola, Alex entrou novamente naquela mercearia. Estendeu ao velho dono uma nota e disse:
- Três barras de chocolate.
- Pode pegar Alex – respondeu o ancião.
- Já as peguei ontem – respondeu o menino – tive que fazê-lo, foi uma prova de coragem.
- O velho pegou a nota, deu-lhe o troco, o chiclete também, e lhe disse:
- Esta, de hoje, foi a sua verdadeira prova de coragem!
Fazer o que muitos outros fazem nos dá segurança; e isto não vale somente para jovens e crianças. Quando estamos em grupo gritamos mais forte, cantamos e, às vezes, dizemos coisas que não teríamos coragem de repetir em casa. Isso acontece num estádio, numa manifestação, num show. No meio da multidão, perdemos a identidade – porque ninguém nos conhece – em troca ganhamos a coragem de fazer loucuras. Temos a impressão que as emoções se multiplicam, choramos e rimos mais, deixamo-nos conduzir pelos outros. Quem começa, ninguém sabe, e nem interessa saber; todos mandam e todos obedecem; a multidão parece uma pessoa só, enfeitiçada. O lado positivo de tudo isso é que também o povo e os pobres, sobretudo, p odem manifestar juntos com mais vigor as próprias insatisfações e indignações. A fé também tem os seus momentos de massa. Contudo não podemos nos deixar sempre conduzir pelos outros ou esperar fazer as coisas porque os outros as fazem. No meio da multidão, não podemos desistir da nossa consciência e das motivações pessoais que nos levaram a agir daquela maneira, a participar daquele evento.
No evangelho deste domingo, Jesus olha com compaixão a numerosa multidão que o esperava porque “eram como ovelhas sem pastor”. O povo havia corrido e chegado antes de Jesus e dos apóstolos. O que estavam buscando? O que queriam? Talvez ainda não o soubessem, mas não desistiam de procurar. Em resposta receberam as muitas coisas que Jesus começou a ensinar.
Ainda hoje, uma multidão que se desloca ou que se reúne é sinal de busca. Estão procurando algo, ou têm algo para gritar, que está entalado na garganta. Talvez ainda falte o pastor ou, temos a impressão, são tantos os que se oferecem para orientar e ensinar ao povo, que este fica mais ainda desnorteado. Quando tudo se torna relativo ou confuso é ainda mais difícil discernir quem diz a verdade e quem mente, quem quer o bem do povo e quem quer aproveitar da boa fé dele. Por isso, estar no meio da multidão não significa abdicar da nossa responsabilidade, desistir da própria opinião ou renunciar a uma opção pessoal de fé. Uma comunidade verdadeira não é massa uniforme; ela promove as pessoas e não as anula par a que sobressaiam somente alguns líderes iluminados.
Para não perder a nossa identidade, precisamos de momentos de silêncio e de reflexão. Somente interiorizando emoções, sentimentos, anseios, esperanças e fé, podemos manter a nossa personalidade e, com ela, a liberdade de escolha. É justamente para não serem “como ovelhas sem pastor” que Jesus leva os seus amigos para um lugar deserto e afastado. O descanso é também para refletir e enxergar melhor o Pastor a quem querem seguir.
Para entrar no grupo, o nosso amiguinho Alex roubou o chocolate, é verdade, mas depois voltou para pagar. Não se escondeu e nem culpou os outros; a voz da sua consciência falou mais alto.

+Dom Pedro Conti
Bispo de Macapá