terça-feira, 3 de julho de 2012

Círio de Nazaré 2012: Diocese de Macapá

A diocese de Macapá celebrará no dia 14 de outubro, 2° domingo, a tradicional festa religiosa do Círio de Nazaré. Neste ano o tema escolhido "Eu Creio! Nós Cremos!" e o lema "Feliz aquela que acreditou" (Lucas 1, 45) convergem em direção à proposta do Santo Padre Bento XVI de proclamar o ano da fé (Porta Fidei) de Outubro de 2012 a outubro de 2013.
A missa campal na será celebrada na Praça de Nossa Senhora de Fátima e em seguida sai em procissão pelo percurso já conhecido nas ruas de Macapá em direção a Igreja São José.
A grande novidade desta edição trata-se da programação do Bote Fé Macapá que será o acolhimento da Cruz e do Ícone da Jornada Mundial da Juventude que percorre as dioceses de todo país em preparação a JMJ 2013 no Rio de Janeiro.

"Cristo aponta para a Amazônia" (Papa Paulo VI)



No período de 2 a 6 de julho, a Igreja na Amazônia vai viver um momento histórico. Novamente os Bispos se reunirão no 10º Encontro da Igreja na Amazônia, considerado um dos mais importantes acontecimentos para o meio eclesial na região. Desde 1952, metodologias, metas e objetivos são tratados nesse encontro, a fim de dinamizar a presença da Igreja na região, traçar rumos e, principalmente, o destino da evangelização.

Bispos, coordenadores de pastoral e demais missionários estarão reunidos na “Pérola do Tapajós”, como é conhecido o município de Santarém, trocando, novamente, experiências. O evento é realizado e organizado pelos Regionais Norte I, II e Noroeste, mais a CNBB Nacional. O Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, e o Bispo Auxiliar, Dom Teodoro Tavares, participarão do evento, juntamente com o coordenador de pastoral da Arquidiocese, Monsenhor Raimundo Possidônio da Mata (Cid). É a primeira vez que Dom Alberto participa, porque nas edições anteriores, ele fazia parte do Regional Centro-Oeste. Já o Bispo Emérito, Dom Vicente Zico, participou nos anos anteriores e contribuiu com o evento, partilhando experiências da Arquidiocese de Belém.    

O primeiro Encontro da Igreja na Amazônia aconteceu na cidade de Manaus, capital do Amazonas, no período de 2 a 6 de junho de 1952. Segundo a assessora da Comissão para a Amazônia, da CNBB, Ir. Irene Lopes dos Santos, antes mesmo de existir a CNBB, a Igreja na Amazônia já se reunia. Mantendo uma periodicidade que alternou, geralmente, entre três e quatro anos, o Encontro da Igreja na Amazônia ganhou notoriedade ao longo do tempo. O último encontro ocorreu em 2007, mais uma vez em Manaus.

O primeiro revelou a necessidade que os Bispos da Amazônia sentiam de organizarem-se e expressarem a responsabilidade além dos limites das próprias Prelazias e Dioceses. Deram-se conta de que, separados uns dos outros, não teriam condições de acompanhar os novos tempos. Como conhecedores da região, os Bispos sentiram-se chamados a acompanhar e avaliar os projetos do governo, especialmente o plano da integração e valorização da Amazônia, que levaria à criação da Superintendência para o Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) e ampliaria a área da sua execução para a chamada Amazônia Legal, criada em 6 de janeiro de 1953.

O evento de 1972, em Santarém, no Oeste do Pará, teve um destaque na história dos Encontros da Igreja na Amazônia. Nessa ocasião foi lançado o Documento de Santarém, considerado o mais importante documento da Amazônia. “Todos os encontros, a partir de 1972, se voltam para este documento”, explica Ir. Maria Irene. O texto possui as linhas prioritárias da ação da Igreja na região. “Em 1972 se acentuaram os problemas na Amazônia envolvendo a questão indígena, conflitos sociais, entre outros assuntos”, esclarece a missionária. Segundo ela, em todos os encontros são discutidas as proposições desse documento com base em novas perspectivas e realidades, que vão surgindo ao longo dos anos.

Em 2012, o Documento de Santarém completa 40 anos e novamente o texto será o foco dos debates. A expectativa é de que o 10º Encontro da Igreja na Amazônia, com foco exclusivo nos 40 anos do Documento de Santarém, reúna um grande número de Bispos e representantes convidados, entre eles o presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, Dom Cláudio Hummes, o vice-presidente, Dom Moacyr Grechi, Dom Erwin Kräutler, Dom Jaime Vieira Rocha e Dom Sérgio Castriani, além dos secretários dos regionais e a assessora dessa Comissão Episcopal, Ir. Irene Lopes dos Santos. Haverá representação de todos os estados da Amazônia Legal.

Documento de Santarém

 Os 40 anos de existência do Documento de Santarém representam um marco na evangelização da Amazônia. A carta pastoral foi feita pelos Bispos da Amazônia na cidade de Santarém em 1972, durante o Encontro Inter-Regional dos Bispos da Amazônia, no período de 24 a 30 de maio de 1972. O encontro foi um marco da inovação e evangelização da  Amazônia brasileira. Intitulado de
Linhas prioritárias da pastoral da Amazônia, o texto conserva o que há de mais atualizado em relação aos documentos do Concílio Vaticano II e de Medellin (Conselho Episcopal Latino-americano). Os missionários que atuam na Amazônia conhecem a importância de comemorar esses 40 anos, por serem frutos de uma Igreja regional que buscou na inovação maneiras e propósitos para anunciar Jesus Cristo, por meio de uma inculturação própria, segundo a realidade na qual se vive.

O evento no qual o documento foi elaborado, no período de 24 a 30 de maio de 1972, reuniu 22 bispos das Arquidioceses, Dioceses e Prelazias da Amazônia brasileira. Na época, Santarém era considerada a maior e mais antiga Prelazia do Brasil e tinha como pastor o saudoso Bispo Dom Tiago Ryan. No encontro, foram definidas ações internas de evangelização da Igreja na Amazônia, como formação pastoral para os leigos, atenção aos povos indígenas, além de acompanhamento das questões sociais: conflitos de terra, estradas, entre outros. A partir do Concílio Vaticano II, da Conferência do Episcopado Latino-Americano, em Medellin (1968), e recolhendo a experiência e os anseios das bases, a Igreja da Amazônia escolheu duas diretrizes básicas: a encarnação na realidade, pelo conhecimento e pela convivência com o povo, na simplicidade, e a evangelização libertadora. Ambas orientam a definição das quatro prioridades da Pastoral da Amazônia:

Prioridades

1 A formação de agentes de pastoral: “deve considerar, em primeiro plano, os elementos locais, os autóctones. Ninguém melhor do que o homem do próprio meio tem condições para exercer a liderança dentro da comunidade”.

2 As comunidades cristãs de base: o documento cita Medellin (15): “A Comunidade Cristã de Base é o primeiro e fundamental núcleo Eclesial”, “foco de evangelização”, “fator primordial de formação humana e desenvolvimento”. “A paróquia há de descentralizar sua pastoral”.

3 A pastoral indígena: A Igreja na Amazônia está “cumprindo a missão que lhe vem de Cristo e que a impele em busca, preferencialmente, dos agrupamentos mais frágeis, mais reduzidos e mais suscetíveis de esmagamento nos seus valores e no seu destino”. O CIMI, há pouco criado em Brasília, é considerado “órgão providencial (...) a serviço do índio e das missões indígenas”.

4 Estradas e outras frentes pioneiras: “Nesta hora em que a Transamazônica e outras estradas estão empreendendo a integração e o desenvolvimento da vastíssima região em conexão com as hidrovias, novos problemas solicitam nossa atenção e nossas providências”.
 
O 10º Encontro
A segunda parte do documento destaca ainda quatro serviços pastorais específicos: a organização dos regionais da CNBB Norte I e Norte II; o intercâmbio entre os institutos de pastoral CENESC (Manaus) e IPAR (Belém); uma assessoria técnica e jurídica às circunscrições eclesiásticas e a integração dos meios de comunicação social na pastoral orgânica da Amazônia.

Perfil do encontro
 Este ano, no 10º Encontro da Igreja na Amazônia, serão feitas retrospectivas históricas das linhas pastorais prioritárias da Amazônia, elaboradas pelos bispos em 1972. Também serão feitos comparativos das ações daquele ano com as atuais linhas de atuação das Arquidioceses, Dioceses e Prelazias. Essas reflexões servem de parâmetro para o encaminhamento de novas orientações da ação missionária para os próximos anos. Monsenhor Raimundo Possidônio, da Arquidiocese de Belém, que é professor e estudioso da história da Igreja na Amazônia, fará
uma retrospectiva histórica do período de 1972 a 2012, elucidando mudanças, avanços e recuos, que serão bases para uma análise da conjuntura atual da Amazônia.

“Vamos fazer memória à conferência de Santarém, há 40 anos, que representou um envolvimento maior da Igreja nas questões orgânicas, em colaboração com o Estado”, contextualiza Monsenhor Cid. “Desde Santarém, a Igreja se tornou mais conhecedora da realidade da Amazônia, passou a ter um rosto mais amazônico”, explica o religioso. Segundo ele, as palavras do Papa Paulo VI, “Cristo aponta para a Amazônia”, inspiraram ao texto Linhas prioritárias da pastoral da Amazônia.

O presidente do Regional Norte II (região da Arquidiocese de Belém), Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, informou que Bispos de Caiena (Guiana Francesa), da Venezuela e de outros países, participarão do encontro deste ano. Para ele, não basta apenas discutir a questão da violência. “É preciso discutir as causas dela”, ensina. A igreja, na opinião do religioso, tem ajudado a sociedade a refletir de forma crítica. “Os males que sofremos hoje não são coisas mandadas por Deus, e sim frutos da ausência do Estado”, explica. As expectativas de Dom Jesus para o encontro deste ano também são as melhores: “espero que consigamos fazer uma fotografia da Amazônia”. “O Brasil e o mundo ainda não entendem o que é a Amazônia”, avalia.

Belém

O Arcebispo de Belém informou que participará de todas as atividades do evento, levando a contribuição da Arquidiocese, partilhando, inclusive, as experiências pastorais. Na opinião do pastor da Igreja de Belém, entre os benefícios mais significativos que esse evento já trouxe, até hoje, para a Igreja, desde 1952, está a circulação de experiências e a busca de caminhos comuns para as Dioceses, “pois todos vivemos na mesma realidade amazônica, que hoje inclui muita diversidade”. Segundo Dom Alberto, a partir das ações discutidas no encontro deste ano, “certamente os Bispos procurarão caminhos comuns e maior partilha do que se faz nas Dioceses”. “Mas cada Diocese tem o dever de fazer seu próprio plano pastoral. Nós, por exemplo, estamos no processo da nossa Assembléia de Pastoral e novo plano de pastoral”, explica.

O pastor espera frutos do encontro deste ano: “aguardamos uma comunhão sempre mais crescente entre nossas dioceses”. Ele também aponta o que deve ser tratado como uma intervenção de urgência na Amazônia: “a atenção aos desafios religiosos, sociais e econômicos da nossa época, o impulso missionário e as vocações sacerdotais”. Ele explica que é costume que em encontros de Bispos se escreva ao Papa e, por isso, este ano será feita uma carta ao Pontífice, uma mensagem ao povo de Deus, e uma carta aberta às autoridades.

Monsenhor Cid, que se pronunciará no segundo dia de encontro, dia 3, explica que este ano será discutida a situação da Amazônia como região de cobiça, a questão da água e o meio ambiente como um todo, buscando respostas sobre como intervir por meio das pastorais. Como segundo ponto, será tratada a questão da urbanização da Amazônia acompanhada de desafios culturais e sociais, violência, entre outros. O terceiro ponto: o narcotráfico. Dom Alberto e Monsenhor Cid explicam que, apesar de se fazer memória do Documento de Santarém, até hoje referência para a Igreja, as realidades mudam e os desafios também. “Os documentos servem para o seu tempo, como contribuição a ser oferecida às Dioceses”, diz Dom Alberto. “Os dois encontros após Santarém trouxeram perspectivas diferentes e o deste ano também apresentará novidades”, acrescenta o Monsenhor.
Países de Fronteiras
 Em 2009, ocorreu o Encontro de Bispos e agentes de pastoral dos países de fronteira com a Amazônia brasileira, em Manaus, no período de 30 de setembro a 4 de outubro, com o objetivo de criar nas Américas consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade, estabelecendo entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazônica, uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas para criar um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva ao bem comum. Segundo a Igreja, os países que constituem a Amazônia Continental: Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, enfrentam desafios semelhantes e sofrem as mesmas pressões internacionais. “Urge, assim, discutir toda esta problemática no âmbito da Pan-Amazônia, para catalisar forças e encontrar saídas comuns para os países de fronteira”, dizem os documentos.

Igreja integrada

Segundo a Igreja, a região amazônica, com suas especificidades,
necessita de uma ação específica e estratégica. As igrejas de fronteira, por exemplo, pretendem fortalecer cada vez mais suas ações integradas a fim de garantir direitos à população da região. Na reunião que ocorreu em 2010, na cidade de Lethem, na Guiana, de 24 a 26 de maio, um compromisso foi assumido pelas igrejas de fronteiras, formadas pela Guiana (Inglesa), Venezuela e Brasil. “Queremos assumir, no caminho da pequenez e na comunhão, o compromisso de fortalecer uma ação integrada para garantir o direito à saúde às populações destas três fronteiras”, concordaram os bispos Dom Francis Alleyne, da República Cooperativa da Guiana; Dom Jesus Guerrero, do Vicariato de Caroní, na Venezuela, e Dom Roque Paloschi, de Roraima, no Brasil, além de religiosos e leigos.

Ir. Maria Irene Lopes, que participou do encontro, disse ter ficado impressionada com a pobreza na Guiana e na Venezuela, especialmente na área da saúde. “Eles (Guiana e Venezuela) se apoiam muito em Roraima, especialmente na questão da saúde”, disse. Irmã Irene visitou, em Roraima, a Casa de Saúde do Índio (Casai), que acolhe indígenas da Guiana e da Venezuela. “As condições da Casai não são boas. Numa sala pequena há mais de 30 redes, que são distribuídas aos índios conforme a etnia. A enfermaria tem apenas uma cama. Um cacique reclamou muito comigo das péssimas condições do local”, conta a religiosa. Segundo a Irmã Irene, a migração e a comunicação também são um desafio muito forte na região. “O povo da Guiana só fala inglês. Os que vão a Roraima em busca de tratamento de saúde têm muita dificuldade de se comunicar por causa da língua”, explica. Para a Irmã, somente a Igreja não consegue resolver os problemas. Segundo ela, é preciso um esforço conjunto dos três países para mudar a situação. “Se ficar só com a Igreja, a ação perde força”, disse.

Comissão Episcopal para Amazônia

Essa comissão da CNBB é a expressão do compromisso dos Bispos do Brasil, selado no pacto de apoio à Igreja da Amazônia, em abril de 2003. O que distingue a CEA das demais Comissões Episcopais da CNBB (as Pastorais e as Especiais) é a característica territorial. A sua organização é pautada, desde o início, por iniciativas visando ao melhor conhecimento da Amazônia e ao espraiamento da ação da Igreja nela, mas a sua ênfase tem sido posta nas funções propriamente eclesiais ou religiosas, em paralelo ou conexão com o trabalho das demais comissões. São membros da Comissão Episcopal para a Amazônia: O Cardeal Cláudio Hummes (presidente), Dom Moacyr Grechi (vice-presidente), Dom Erwin Kräutler, Dom Sérgio Eduardo Castriani e Dom Jaime Vieira Rocha. Todos os programas e projetos visam sensibilizar os brasileiros frente à complexa realidade dessa região, e favorecer o despertar e o aprofundar da consciência missionária, atendendo ao apelo da Igreja local, com projetos e programas de solidariedade.

Programação

O 10º Encontro da Igreja na Amazônia inicia com missa na Catedral de Santarém. Após o jantar, acontecem as boas vindas aos presidentes dos Regionais Norte I, II e Noroeste, seguidas do pronunciamento da Comissão Episcopal para a Amazônia e da presidência da CNBB.
PROGRAMAÇÃO
DIA 02 de Julho - SEGUNDA-FEIRA
18h    Missa de Abertura na Catedral de Santarém
19h30 Jantar no Seminário São Pio X
20h30 Boas-Vindas: Presidente dos Regionais Norte 2, Norte 1 e Noroeste; palavra da Comissão Episcopal para Amazônia, presidência da CNBB; apresentação dos participantes.

Dia 03 de Julho - TERÇA-FEIRA

07h30 Celebração Eucarística no Seminário São Pio X - Testemunho de D. Moacyr Grechi.
08h30 Início dos trabalhos:
Retrospectiva Histórica: 1972-2012Mons. Possidônio da Mata
10h45 Análise da Conjuntura Atual da Amazônia
14h45 Trabalho em grupo: Retomando alguns pontos da retrospectiva e da Análise de Conjuntura.

Dia 04 de Julho - QUARTA-FEIRA

07h30 Celebração: Seminário São Pio X - Testemunho de D. Erwin Krautler
08h30 Plenário do dia anterior
09h30 Meditação a partir da Palavra de Deus
10h50 Escolha das equipes responsáveis pela redação da Mensagem ao Povo de Deus na Amazônia, Carta ao Papa, Carta dos Pastores aos governantes da Amazônia ou de cada Estado
14h45 Trabalho em grupos
16h 45 Plenário dos grupos

Dia 05 de Julho - QUINTA-FEIRA

15h20 Sugestão para uma Evangelização Encarnada, Missionária e Profética na Amazônia para os próximos cinco anos
17h Trabalho - Plenário - escolha das principais sugestões
18h30 Celebração Eucarística

Dia 06 de Julho - SEXTA-FEIRA

07h30 Laudes - Seminário São Pio X
8h Apresentação da primeira versão da Mensagem do povo de Deus na Amazônia
10h45 Momento reservado aos bispos: Leitura da primeira versão da Carta ao Papa.
14h45 Carta aos Governantes de cada Estado, Mensagem ao Povo de Deus na Amazônia.
16h30 Carta ao Papa - avaliação
19h30 Celebração de Eucarística de Encerramento.
Fonte: http://www.fundacaonazare.com.br/

sábado, 30 de junho de 2012

Padre Tomás Maria preside sua primeira Missa.

É com muita alegria que familiares e amigos de Idelberto Carneiro Júnior, o Juninho para os mais íntimos, terão satisfação de participar da primeira Missa presidida pelo mais novo sacerdote. Vocaionado da Diocese de Macapá e tendo descoberto sua vocação na Renovação Carismática Católica do Amapá, o agora chamado Padre Tomás Maria, da Fraternidade Jesus Salvador, foi ordenado sacerdote no ultimo dia 16 de junho pelas mãos de Dom Fernando Figueredo, bispo de Santo Amaro e assistente eclesiástico da RCC do Estado de São Paulo.
A Santa Missa será na próxima segunda-feira, 02/07, na Catedral São José, as 18h30. Na quinta-feira,05/07, o Padre Tomás preside Missa animada pela RCC Amapá na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, concelebrada pelo Pároco Pe. Fabio, as 19hs.

Confira Outras fotos da ordenação.

Aprsentação dos Novos Sacerdotes

Pe. Tomas abraçando seu pai, Sr° Idelberto Carneiro


Vestindo as vestes sacerdotais

Durante a recitação da Ladainha de todos os Santos

Invocação de Dom Fernando sobre os candidatos

Imposição das mãos



Reconhecido milagra de brasileira

A cidade de Baependi (MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira: era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.
Em entrevista à Rádio Vaticano, irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:
“Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção”.
Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.
“É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa”.
O Milagre
“Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo, sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem por um exame transesofágico que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a bênção da minha santa Nhá Chica”.
Bento XVI autoriza publicação de novos decretos da Congregação das Causas dos Santos
O papa recebeu em audiência privada, nesta quinta-feira, o prefeito da Congregação das Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato. Durante o encontro, Bento XVI autorizou a Congregação a promulgar 18 decretos.
Além do reconhecimento do milagre de Nhá Chica, também foi reconhecido o milagre do venerável Luca Passi, fundador da Congregação das Irmãs Mestres de Santa Doroteia. Em breve, as datas das beatificações de ambos devem ser divulgadas.
Martírios
O papa reconheceu os seguintes martírios:
- Dos servos de Deus Emanuele Borras Ferre, bispo auxiliar de Tarragona e Agapito Modesto, do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs e 145 companheiros mortos por motivo de ódio à Fé, na Espanha, entre 1936 e 1939.
- Do servo de Deus Giuseppe Puglisi, sacerdote diocesano, nascido em Palermo (Itália) e morto, por motivo de ódio à Fé, em 1993.
- Do servo de Deus Ermenegildo da Assunção e cinco companheiros da Ordem da Santíssima Trindade mortos por motivo de ódio à Fé, em 1936 na Espanha.
- Da serva de Deus Vitória de Jesus, religiosa do Instituto Pio Calasanziano da Divina Pastora, morta em 1937, na Espanha, por motivo de ódio à Fé.
- Do servo de Deus Devasahayam Pillai, leigo indiano morto por motivo de ódio à Fé em 1752.
Virtudes Heróicas
O papa reconheceu ainda as seguintes virtudes heróicas:
- Do servo de Deus Sisto Riario Sforza, arcebispo de Nápoles, cardeal da Santa Romana Igreja, morto em 29 de setembro de 1877.
- Do servo de Deus Fulton Sheen, arcebispo de Newport (EUA) morto em Nova Iorque em 1979.
- Do servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, bispo de Vita e Prelado da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e da Opus Dei, nascido em Madri e morto em Roma em 1994.
- Do servo de Deus Ludovico Tijssen, sacerdote diocesano, holândes, morto em Sittard (Holanda) em 1929.
- Do venerável servo de Deus Cristóvão de Santa Catarina, sacerdote, fundados da Congregação e o Hospital Jesus de Nazaré de Córdoba, morto na mesma cidade em 1690.
- Da serva de Deus Maria do Sagrado Coração (Maria Giuseppa Fitzbach), viúva, fundadora das Servas do Coração Imaculado de Maria, chamadas Irmãs do Bom Pastor de Québec, morta no Canadá em 1885.
- Da serva de Deus Maria Agelina Teresa, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitanas para os idosos e enfermos, nascida na Irlanda do Norte e morta nos EUA em 1984.
- Da serva de Deus Maria Margherita (Adelaide Bogner). Monja professa da Ordem das Visitações, nascida e morta na Hungria em 1933.
- Da serva de Deus Ferdinanda Riva, irmã professa do Instituto das Filhas da Caridade, nascida na Itália e morta na Índia em 1956.
Em 10 de maio, Bento XVI havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto sobre o martírio do Servo de Deus Giovanni Huguet y Cardona, Sacerdote Diocesano, nascido na Espanha e morto, por motivo de ódio à Fé, na Espanha em 1936.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Balanço positivo da Rio + 20, segundo Cardeal dom Odilo Scherer


O Legado do Papa Bento XVI para a Conferência Rio + 20, Cardeal dom Odilo Scherer, destaca ganho na discussão da Conferência da ONU mesmo fazendo ressalvas sobre lacunas no documento final como aquela que " não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover".
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será encerrada sexta-feira 22, com a divulgação do documento final, contendo 49 páginas, denominado “O Futuro Que Queremos”. O balanço dos dez dias de discussões divide opiniões. Autoridades brasileiras consideram um avanço a inclusão do desenvolvimento sustentável com erradicação da pobreza, enquanto movimentos sociais e alguns líderes estrangeiros condenam a falta de ousadia do texto.
Segundo a Agência Brasil, o tom de crítica deve predominar nesta sexta-feira, pois as organizações não-governamentais (ONGs) que promoveram vários protestos durante a conferência prometem manifestações.

Para o legado pontifício para a Cúpula, Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, além de algumas lacunas, como a não-criação do fundo de contribuições dos países ricos, a Conferência trouxe novidades, como a nova consideração de chefes de Estado e Governo em relação aos oceanos:

“Acredito que o resultado é bastante positivo, embora haja muitas observações críticas de que o resultado é menos do que o esperado e que não foi bastante ousado em estabelecer metas ou medidas concretas que deveriam ser assumidas. Temos que considerar que numa Cúpula internacional deste porte, com a presença de quase 190 nações não se pode esperar demais, no sentido de resultados concretos. A crítica é que, por exemplo, não se chegou a estabelecer a contribuição dos países ricos, daqueles que mais poluem, para formar um fundo a partir do qual possa ser financiada a economia limpa, a economia verde que se quer promover. É uma verdade que esta lacuna naturalmente deverá ser preenchida através de novas negociações, com iniciativas como a da França, que anunciou claramente que quer taxar as transações financeiras internacionais que passam pelo país, e aplicar esta taxa em uma economia mais limpa e promover a preservação do meio ambiente.

Existem certamente muitos pontos positivos a serem observados: a declaração, que foi concordada através de negociações, contém pontos relevantes, primeiro porque estabelece uma identificação do que se pode chamar de economia verde, economia sustentável, colocando três pilares fundamentais. Primeiramente, que o homem esteja ao centro, e portanto, que a economia sustentável deve ser socialmente sustentável. Depois, é claro, que a economia seja economicamente sustentável. Deve seguir as leis econômicas porque senão se torna um caos. O terceiro ponto, que a economia verde seja ecologicamente sustentável, que tenha sempre em consideração a dimensão ecológica da economia, do trabalho, da produção e do consumo. O que também é novo neste documento, com uma nova posição, é a preocupação com os oceanos, que até agora nos documentos anteriores estava ausente. Por isso já se está falando na Conferência que a economia sustentável, além de verde, deve ser também azul, em referência aos oceanos, às águas.

Outro apelo que vai aparecendo é que o modelo de economia não deve se basear simplesmente na produção e no consumo; o critério de desenvolvimento não devem ser simplesmente os índices econômicos: deve haver um conjunto de índices que apontem um modelo de desenvolvimento.

Enfim, acredito que o mais positivo de todas as contribuições que a Rio+20 está trazendo é uma nova tomada de consciência da comunidade internacional a respeito dos problemas da sustentabilidade da economia, dos problemas do clima e da urgente necessidade de todos de fazerem a sua parte; que não podemos protelar por mais tempo a tomada de decisões porque o clima, o planeta está reclamando: a sustentabilidade está ameaçada”.

Arte de Pregar

Foi recém-lançado para sacerdotes e seminaristas um site de ajuda para a preparação de homilias. O serviço está disponível em espanhol.
A VE Multimedios, como parte da sua missão de oferecer ferramentas para a prática da fé e da evangelização, informa em nota que colaborou no desenvolvimento do site Arte de Predicar, que disponibiliza técnicas e conselhos práticos sobre a oratória sagrada.
A iniciativa, nascida em Roma, é do padre José Ignacio Tola Claux, sacerdote peruano, responsável pela página. O pe. Claux é oficial da Pontifícia Comissão para a América Latina.
Para acessar o site: www.artedepredicar.com
Para seguir o projeto no Facebook: http://www.facebook.com/artedepredicar.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Presidente da Conferência dos Bispos do Paraguai aprova o impeachment de Lugo

O Presidente da Conferência Episcopal do Paraguai, a maior autoridade da  Igreja Católica no Paraguai, considera o impeachment de  Fernando Lugo uma página virada. Dom Claudio Giménez, aprova o processo que tirou o ex-bispo do poder como também disse considerar o ex-presidente culpado pelas mortes de 17 policiais e camponeses há dez dias -uma das principais acusações que levaram à sua queda.

Dom Claudio Gimenez disse que "normalmente, quando uma empresa tem falhas, o gerente é o responsável final. Então acredito que, nesse sentido, se a segurança falha, o Poder Executivo é o último responsável". "Não há nenhuma dúvida de que se atuou conforme a Constituição nacional. É claro que o procedimento é algo a ser melhorado no futuro, e a Constituição teria que ser mudada, porque ela não fixa prazos exatos para o processo de julgamento político."
Para Dom Giménez, o processo de impeachment se deu "de forma muito rápida" --em pouco mais de 30 horas-- e poderiam ter sido ampliados os prazos para que a defesa de Lugo se preparasse. Mas ele discorda que tenha havido um golpe de Estado. Ele lembra que vários países como os EUA, Alemanha e Espanha já reconheceram o novo governo. "Pouco a pouco, os países da região vão ter que ir aceitando também, em especial o Brasil", disse.
Durante seu mandato, Lugo manteve uma relação delicada com a Igreja, agravada pelos escândalos de paternidade relacionados à época em que ainda era sacerdote. Por causa da tensão política no país, Dom Giménez chegou a pedir pessoalmente a Lugo que renunciasse. "Ele recusou e preferiu seguir adiante. Então foi retirado. "Lugo" teve boas intenções em seu governo, mas não conseguiu avançar". "Acredito que os outros seguirão os passos que propuseram, sobretudo na área social. Não pode haver retrocesso", disse o religioso.


Fonte: Folha Uol

Perdeu o estado clerical
Vale recordar que, em 30 de julho de 2008, a Santa Sé anunciou a perda do estado clerical do ex-bispo e então Presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. Por isso sua destituição deste cargo por parte do Congresso isso não significa que Lugo retomará os trabalhos de um pastor da Igreja, como especularam alguns meios de imprensa.
No comunicado de 2008, assinado pelo então Prefeito da Congregação para osBispos, Cardeal Giovanni Battista Rè, informou-se que Lugo –Bispo Emérito de San Pedro-, tinha solicitado no dia 18 de dezembro de 2006 "a perda do estado clerical para apresentar-se como candidato nas eleições para a Presidência da República do Paraguai".
"A Santa Sé, depois de ter tentado dissuadir Dom Fernando Lugo para que não se apresentasse como candidato à Presidência da República, suspendeu-o do exercício do ministério sacerdotal", indicou o texto.
Do mesmo modo, advertiu que o cargo "de Presidente da República do Paraguai não é compatível com as obrigações do ministério episcopal nem do estado clerical".
Por isso, logo depois de um cuidadoso exame, o Papa Bento XVI concedeu a Lugo a "perda do estado clerical, com a conseguinte perda dos direitos inerentes ao mesmo, dispensando-o ao mesmo tempo dos votos religiosos feitos na Sociedade do Verbo Divino, da obrigação do celibato e das demais obrigações que o estado clerical comporta".
Ao finalizar o comunicado, a Nunciatura no Paraguai confirmou então que "a atuação eclesiástica no caso do Sr. Fernando Lugo deveu-se exclusivamente a razões canônicas e pastorais".


Agenda Missionária

Visitas ministeriais e pregações. Estas serão as atividades do Pregador Jefferson Souza, missionário do Grupo de Oração Ágape da RCC Amapá. Confira e participe.

Segunda-feira, 25, Pregação no Grupo de Oração Cristo Bom Pastor - Paróquia Bom Pastor - Macapá/AP - 19hs

Quarta-feira, 27, Visita Ministerial aos pregadores do Grupo de Oração Corações Sobre Brasas - Igreja Santa Clara - Macapá/AP - 19hs

Sexta-feira,29, Pregação no Grupo de Oração São Paulo Apóstolo - Igreja São Paulo - Macapá/AP - 19hs

Sábado,30, Animação e Ministração de Oração no Grupo de Oração Ágape - Paróquia Jesus Bom Samaritano - Macapá/AP - 18h30

Domingo, 01, Animação da Santa Missa na Paróquia Jesus Bom Samaritano - 19hs

Agenda de Bento XVI no ano da fé

A Santa Sé divulgou ontem durante uma conferência de imprensa o calendário de eventos do Ano da Fé, a partir de 11 de outubro deste ano até 24 de novembro de 2013. Apresentamos aqui aqueles em que o Papa Bento XVI estará presente.
A abertura solene do Ano da Fé, na Praça de São Pedro em 11 de outubro de 2012, e por ocasião do 50 anos do início do Concílio Vaticano II: será uma missa concelebrada por todos os Padres Sinodais, os Presidentes das Conferências Episcopais do mundo e os Padres do Concílio ainda vivos quem puderem participar.
Em 21 de outubro de 2012, será a canonização de seis mártires e confessores da fé: Jacques Barthieu, padre jesuíta, missionário martirizado em Madagascar (1896); Pedro Calungsod, catequista leigo, mártir nas Filipinas (1672); Giovanni Battista Piamarta, sacerdote testemunho de fé na educação da juventude (1913); madre Marianne (Barbara Cope) testemunha de fé na colônia de leprosos de Molokai (1918); Maria do Monte Carmelo, religiosa na Espanha (1911); Catalina Tekakwitha, leiga indígena mohawk do Canadá, primeira santa pele vermelha, convertida ao catolicismo (1680); e Anna Schäffer, leiga da Baviera, testemunha do amor de Cristo a partir de seu leito de sofrimento (1925).
25 de janeiro de 2013: celebração ecumênica na basílica de São Paulo Fora dos Muros em caráter solene.
Sábado, 2 de fevereiro: celebração para os consagrados ao Senhor na religião, na Basílica de São Pedro.
Domingo de Ramos, 24 de março, dedicado aos jovens que se preparam para a Jornada Mundial da Juventude.
Domingo 28 de abril, dedicado aos jovens que receberão a Confirmação. O Santo Padre conferirá a um pequeno grupo de jovens.
Domingo, 5 de maio. Será dedicado à fé e à piedade popular; uma forma peculiar da fé do povo e a vida das confrarias.
A Vigília de Pentecostes, 18 de maio, é dedicada a todos os movimentos, antigos e novos, com peregrinação ao túmulo de São Pedro. "Na praça de São Pedro pediremos ao Senhor que envie-nos ainda, e em tal abundância, o seu Espírito para que se renovem os prodígios como nos primeiros dias da Igreja primitiva."
Festa de Corpus Christi, domingo 02 de junho, com uma solene adoração eucarística simultânea em todo o mundo.
No domingo, 16 de junho: testemunha do 'Evangelho da vida’ em defesa da dignidade da pessoa humana desde a concepção à morte natural.
Domingo 7 de julho.Em São Pedro: conclusão da peregrinação de seminaristas, dos noviços e noviças e daqueles que estão a caminho.
De 23 a28 de Julho: Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
29 de setembro, dedicado aos catequistas. Recordará também os vinte anos desde a publicação do Catecismo da Igreja Católica.
Domingo, 13 de Outubro, na presença de todas as realidades marianas, para indicar que a Virgem Maria, Mãe de Deus pode realizar autênticas maravilhas.
Domingo, 24 de Novembro. Será realizada a jornada conclusiva do Ano da Fé.
Haverá muitas outras iniciativas, como as dos Dicastérios que celebrarão os 50 anos do Concílio, com várias conferências e atividades culturais.
Não faltarão grandes eventos de caráter cultural, arte, literatura e música, onde tantos homens e mulheres manifestaram genialidade e fé. Dentre estes a exposição no Castel Sant'Angelo de 7 de Fevereiro a 1 de maio com obras particulares sobre a figura do apóstolo Pedro e um grande concerto na Praça de São Pedro no sábado, 22 de Junho.
(Tradução:MEM)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ano da Fé é apresentado no Vaticano: um percurso para a Nova Evangelização

Foi apresentado na manhã desta quinta-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Ano da Fé convocado por Bento XVI a ser celebrado no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.

O Ano da Fé, através de um calendário repleto de grandes eventos, tem a finalidade de favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar a sua existência ao Senhor – disse o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.

"Somente crendo a fé cresce e se reforça" (Porta fidei, 7). À luz das reflexões contidas na Carta ApostólicaPorta fidei, Bento XVI convocou um Ano da Fé que terá início em concomitância com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962). O objetivo príncipe do Ano da Fé é favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar com convicção e coragem a sua existência ao Senhor Jesus – explicou o Arcebispo Fisichella.

"O último Ano da Fé foi celebrado em 1968. Para agora foi pensado se poder fazer um momento, justamente, de reflexão, sobretudo, num contexto de crise generalizada. Não escondemos que existe uma crise de fé."

No atual contexto caracterizado por um secularismo que impele a "viver no mundo como se Deus não existisse" – frisou Dom Fisichella –, o Ano da Fé se propõe como um percurso que a comunidade cristã oferece a tantas pessoas que vivem com saudade de Deus e o desejo de encontrá-lo novamente.

Os objetivos indicados pelo Papa para o Ano da Fé – contidos na Carta Apostólica Porta fidei – são repercorridos com um programa que envolve a vida ordinária de todo fiel e a pastoral ordinária voltados a dar vida à nova evangelização.

Para isso, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos aprovou o formulário de uma santa missa especial "Pela Nova Evangelização". Todos os movimentos, antigos e novos, terão na vigília de Pentecostes um papel fundamental na transmissão da fé e na renovação do espírito missionário.

"O Ano da Fé é um ano que impele os movimentos a reencontrar na nova evangelização um elemento de participação comum em favor do crescimento da Igreja."

O primeiro evento do Ano da Fé terá lugar no domingo, 21 de outubro próximo, com a canonização de seis mártires e confessores da fé. Teremos, em seguida, muitas iniciativas voltadas para os jovens, em vista da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, e voltadas também para os leigos em geral mediante a experiência das Confrarias e da piedade popular, precisou o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Ademais, o Ano da Fé terá um logotipo e hino próprios, caracterizando assim os eventos oficiais. Para informar-se sobre todos os eventos afins foi criada uma página na Internet em italiano, inglês, espanhol, francês, alemão e polonês no endereço www.annusfidei.va. (RL)